Barrão informa:

Natureza Morta é o título da escultura que o artista plástico carioca Barrão está preparando em Lisboa para os jardins da fundação Calouste Gulbenkian. A obra tem 250cm de altura por 160cm de diametro e será apresentada dentro do projeto Próximo futuro com curadoria de Antonio Pinto Ribeiro no próximo dia 18 de junho junto com os artistas Inês Lobo e Kilian Glasner. Próximo futuro acontece desde o verão passado e mistura artes plásticas, cinema, shows (inclusive do camarada Lucas Santtana), teatro etc.

Lá no site da Gulbenkian tá assim: 

Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África. O seu calendário de realização é do Verão de 2009 ao fim de 2011.

 
sobre Barrão:

Há muito que Barrão (Rio de Janeiro, 1959) desfuncionaliza os utensílios e os torna portadores de um gozo especial, criando objectos que transportam uma capacidade de sonho, de delírio, de fantasia. As peças de louça, que recentemente tem produzido, resultantes da colagem das mais diversas formas e utensílios de porcelana ou de barro, são construídas com humor, com elegância e com delicadeza. Há uma vontade lúdica nestas obras, a par de um desejo de que tudo possa ser combinado e recombinado, tal qual faz o grupo carioca Chelpa Ferro, do qual o artista é membro. A fantasia é mais que um tema, uma possibilidade da arte no universo de Barrão. A peça escultórica criada expressamente para o jardim a partir de loiças portuguesas, expõe essa graça das suas obras coloridas, sendo ao mesmo tempo um jogo muito subtil entre fabricação e natureza, entre ordem e caos, entre ordem e acidente.

BARRÃO nasceu em 1959, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. A sua obra surge nos anos 80, feita de apropriações inventivas de objectos quotidianos, do mundo do consumo, muitas vezes electrodomésticos, como frigoríficos, batedeiras e televisões. O artista inverte o primeiro sentido dos objectos, sempre com humor e ironia. Tal procedimento persiste ao longo do tempo, como nas esculturas/objectos feitas com louças coladas umas às outras. Entre 1983 e 1991, integrou o grupo “6 mãos”, com Ricardo Basbaum e Alexandre Dacosta, desenvolvendo actividades com vídeos, músicas, pinturas ao vivo, performances e objectos. Actualmente, também faz parte do grupo “Chelpa Ferro”, criado em 1995, juntamente com Luiz Zerbini e Sergio Mekler, desenvolvendo um trabalho que combina instalações sonoras e performances.

Mais informações
Galeria Fortes Vilaça
Galeria Laura Marsiaj
Chelpa Ferro

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