Morreu Walter Alfaiate
lá do G1:
Começou por volta das 11h deste domingo (28) o velório de Walter Alfaiate, na sede do Botafogo, na Zona Sul do Rio. O corpo do sambista, que morreu de falência múltipla dos órgãos no último sábado (27), será enterrado às 17h, no Cemitério São João Batista, no mesmo bairro.
Sobre o caixão, bandeiras da Portela, da escola Foliões de Botafogo e de seu time do coração, além do tradicional chapéu panamá garantiam a elegância da despedida de Alfaiate. O cantor e compositor Zeca Pagodinho enviou uma coroa de flores.
“Walter era uma pessoa muito simples, que foi reconhecida tardiamente. Ele era um carioca acima do artista. Fizemos muitos shows juntos”, disse o sambista Moacyr Luz, que lembrou ainda o medo de avião do amigo.
Emocionada, Regina Célia Baldi contou que cuidou por dez anos do compositor.
“A história de tudo está naquele chapéu. Ele passou por muitas dificuldades e sofreu muito”, diz ela, que costumava preparar chá de romã para garantir a boa forma da voz da cantor.
O cantor e compositor deixa três filhos.
O músico estava internado em estado grave há cerca de dois meses no Hospital da Lagoa, na Zona Sul da cidade. Alfaiate, que teve falência múltipla dos órgãos, sofria de enfisema pulmonar, ineficiência cardíaca, arritmia, insuficiência renal, gastrite e esofagite.
O sambista havia sido transferido para a unidade de saúde em dezembro. Anteriormente, ele foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Instituto estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, também na Zona Sul, por quase um mês.
Com mais de 50 anos de carreira, Walter Alfaiate compôs mais de 200 sambas.
Mas só foi descoberto pelo grande público nos anos 1970, quando teve três de suas canções gravadas por Paulinho da Viola — “Coração oprimido”, “A.M.O.R. Amor” e “Cuidado, teu orgulho te mata”.
Desde a década de 1980, Alfaiate integrava a ala de compositores da Portela.