Nuno Ramos – Hora da Razão

nuno_ramos_hora_da_razao

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 22 de janeiro a 9 de março de 2014, a instalação do artista plástico e escritor Nuno Ramos Hora da razão, composta de três grandes formas geométricas que “choram” ao som do samba homônimo de Batatinha. Formadas por estruturas de vidros assimétricas e irregulares, as três peças estarão cobertas por um elemento sólido feito de breu que escorrerá continuamente sobre as superfícies e sobre o piso da galeria, originando, literalmente, o choro negro. Dentro dessas estruturas, monitores de vídeo apresentam Rômulo Fróes, Paulo Climachauska e Nina Becker cantando a música Hora da razão. A exposição tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

No entorno da instalação, estarão expostos 78 desenhos inéditos, criados a partir de folhas de ouro, prata e bronze, tinta a óleo e carvão sobre papel que compõem a série Munch. O nome se deve à utilização como elemento plástico do sobrenome do pintor norueguês Edvard Munch, que inspirou a coleção. A série também é uma homenagem do artista à sua mãe, falecida em 2012. A principal temática da instalação é a passagem do tempo e, nesse sentido, a morte ocupa um papel preponderante. Nesse processo, o artista utiliza os mais variados materiais, e estabelece uma relação densa e humana com cada um.

A essência de Nuno parece estar justamente na capacidade de trabalhar com a tensão entre os materiais. Dessa forma, o translúcido dialoga com o opaco, assim como o mole com o duro e a linha reta com a curva. Isso leva à utilização de alguns recursos plásticos como a inserção de placas de vidro em formas de madeira ou outros materiais repletos de vaselina, resultando em camadas fluidas que extravasam e se espalham pelo chão.

 

Sobre o artista:

Nuno Ramos nasceu em 1960, em São Paulo, onde vive e trabalha. Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1982. Artista plástico, compositor, cineasta e escritor, participou de diversas exposições coletivas e individuais, destacando-se, em 2011, as individuais Solidão, palavra, Ai, pareciam eternas! e O globo da morte de tudo (em parceria com Eduardo Climachauska). Publicou em 2011 seu oitavo livro, Junco, pela editora Iluminuras, pelo qual conquistou o prêmio Portugal Telecom de Literatura na categoria poesia. Em 2008, ganhou o Prêmio Portugal Telecom na categoria melhor livro do ano com Ó, também da Iluminuras.

 

Abertura para convidados: 21 de janeiro, às 19h

Visitação: de 22 de janeiro a 9 de março de 2014 (de terça-feira a domingo)

Horário: das 10h às 21h

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Entrada Franca

 

Comments are closed.