Ferrare vai voltar ao Ronca Ronca do Mauval na Oi Fm

Ele está voltando. Voltou. Parece q volta mesmo. Eu só não sei se a reestreia no programa Ronca acontecerá hoje a partir de 22h na Oi Fm 102,9 ou se será na terça q vem no mesmo horario e dial. Enquanto a indefinição fica solta no ar os velhos fãs de Felipe Ferrare (e quem nao conhece a figura também) podem ir curtindo os textinhos sensacionais q eu roubei la no blog Ticotico do RoncaronCa e q estão ai embaixo. Depois me diz se o sujeito não está transfigurado no verdadeiro Ivan Lessa exilado em Paquetá.  Sei q a coisa é grande pras cabeças pequenas de humor mas tem q ir até o final.

texto 1:

Putta que Parille, Governador Valladares
Estava eu descabelando o fandango, tranquilamente, na varandinha de trás da barca Rio-Paquetá, pensando na Glenda, a do esporte, aquela cauda (ou seria calda?) maravilhosa, quando um cagalhão gigantesco que boiava na Baia de Guanabara travou a hélice da embarcação. Meu irmão Caramuru, que estava de sacanagenzinha com um anão milionário que se dizia filho de Elton John, olhou pra mim. Olhou e gesticulou (Caramuru é mudo): “Fodeu, Ferrare. Essa porra vai ficar à deriva até 2016. Vamos perder a Copa”. Os outros 37 punheteiros, assustados, se limparam na bandeira do Brasil que fica na popa da barca. Todo mundo pensa que é bandeira de ferro, mas com o passar do tempo, segundo li na biografia do Papa Bento 16, com o tempo a porra endurece.
O cheiro de cecê dos passageiros da barca me provocava náuseas. Náuseas, memórias, sonhos e reflexões. Fitei o horizonte, just like John Wayne naquelas cavalgadas no Arizona, e pensei: “Putta que Parille, por onde andará meu comandante e chefe Governador Valladares e aquela putada de ouvintes toscos e ouvintas gostosas do Ronca Ronca?” Como você foi criado entre os musgos conservadores de Londres, pensei eu – “será o e-mail dele o mesmo”? E estou arriscando. Li no jornal que você comandou como Digay a festa da pederastia nas areias de Copacabana, sinal que continua na ativa (ou passiva, sei lá caralho).
Gov. my Gov., não esquecerei da sua desumanidade, da sua falta de solidariedade, da putaria que fizeste comigo quando fui expulso de Paquetá. Você disse a polícia que não me conhecia. Sim, é verdade!!!!! Quem me contou tudo, em detalhes, foi Milton Mete em Negro que, soube depois, foi ser amante de um secretário de não sei o que nas montanhas. Não entendi essa porra até hoje. Mas fato é que, expulsos de Paquetá, eu e Caramuru…bem, por que me envergonhar? Se Lula tinha orgulho de ser analfabeto, também terei de ter sido puto. Sim, Gov. my Gov., Caramuru e eu alugamos os nossos corpos para mulheres de deputados e senadores em Brasilia. Como roubam muito, não tem tempo de alimentar as taparracas, capivaras e similares de suas esposas.
Eu e Caramuru ganhamos uma boa grana, Gov. my Gov. Uma pena que 560% de seus ouvintes não me conheçam porque chegaram agora, mas sou cronista do seu programa desde os tempos daquela turca cafetina safada que te estuprava no final do mês cobrando do cú pomba pela hora do programa. Por onde anda aquela piranha? Fui expulso de Paquetá e, via Brasilia, eu e Caramuru fomos viver no Afeganistão, vendendo (posso falar?) porra paraguaia numa espécie de complexo de cavernas do alemão que existe por lá.
Um dia, disfarçados de garçons num puteiro (as moças trepam de gurka), achei que um integrante da banda ZZ Top dançava animadamente. Fui pedir um autógrafo e me vi cercado de fuzis. Na verdade era Osama Bin Laden, que admirando o meu gesto de coragem, poupou minha vida, comprou porra comigo e me matriculou na escola de homens-bomba da Al Qaeda. Caramuru, mudo, foi para uma escola de sabotagens, fofocas, trairagens e afins ali nas redondezas.
Pois é, Gov. my Gov., bota a merda pra esquentar que eu estou voltando. Isso se conseguirem arrancar o cagalhão que está agarrado na hélice da barca. Se você receber essa mensagem, responda. Shizzz, Shits,,,Cheers.
Felipe Ferrare.

texto 2:

Tempestade de OBs na minha chegada em Paquetá
Governador Valladares, como bem ululou Tony Plantão, “não, não sou eu quem vai ficar no porto chorando, não/ Lamentando o eterno movimento/ Movimento dos barcos, movimento”. Eu e Caramuru ainda estamos nos aclimatando aqui em Paquetá, onde fomos recebidos com uma chuva de OBs usados pela população. Acho que não somos tão queridos na região. Numa boa, sem ódio, sem fel, sem créu. Gesticulando, Caramuru comentou que Obs ao vento gente jovem reunida, são a prova de que, de fato, as classes Y e Z hoje consomem como as Classes X e W. O Brasil melhorou, Gov. my Gov. Em vez de deitado aos pés do pelourinho, hoje está todo mundo de quatro. Uma evolução. Evolution Gov. my Gov, como bem despentelhou The Edge. Especialmente para afro-brasileiros-muçulmanos como eu.

Para chegar a nossa casa, que está alugada a minha amásia a preço de rabiola na Vila Mimosa, tivemos que roubar uma charrete. Percebemos que a população no cais estava querendo nos linchar. Sábias palavras de Winston Churchil enquanto gargarejava na cloaca da rainha vitória: “Para quem quer se soltar invento o cais/Invento mais que a solidão me dá/Invento lua nova a clarear/ Invento o amor e sei a dor de me lançar/ Eu queria ser feliz/.

Bem, Gov. my Gov. embaixo de uma cabaceira, estava uma charrete estacionada. Calor filho da puta, o charreteiro foi beber cachaça e deixou o cavalo na sombra. Eu e Caramuru subimos na charrete. Fazia 44 graus. Um calor igual ou maior do que aquele do Estrangeiro de Albert Camus, que fez o personagem principal matar um árabe na praia. Killing an Arab, The Cure, anos depois. Esse mesmo calor fez com que, de repente, eu e Caramuru nos estapeácemos violentamente na charrete, sem qualquer motiovo aparente. Foi quando…bem…Gov. my Gov.

Foi quando Caramuru pegou um ancinho para dar nos meus cornos e acidentalmente acertou a bolsa escrotal do cavalo, que disparou pela ilha, como um Sputinik bêbado. O cavalo não relinchava. Ele mugia de dor, coitado. Sim, escapamos da multidão ensandecida, mas depois de 59 voltas inteiras por Paquetá Island, o cavalo tombou, morto, dead, deitado, quieto, espumando pela boca, como Morrissey girando no chão como uma galinha ao final de um show que assisti no Queen Elizabeth Hall Antwerp.

Felizmente a irmã de Adrian Belew, minha amásia, surgiu de bicicleta. Curioso, mas não vi o selim. Viciada em sexo com hortifrutigranjeiros asiáticos, como pepino, tapioca, cenoura pelada, café andorinha e até bacalhau do ventre (uma nova modalidade), Adrian Belew´s sister olhou pro chão, pro cavalo morto, pra Caramuru e pra mim e gemeu: “ai, buceta!!!! Essa não!!!”. Sinal de amor, Gov. my Gov. ? Hein? Fala!!!!! Fala, minha nêga, digo, chefe supremo!!!!

O fato é que a irmã de Adrian Belew me entubou, digo, me encobriu nos levando para a sua casa, que na verdade é minha. Caramuru chorou de emoção quando reconheceu os vidros colados em cima do muro. Gesticulou que tinha saudade dos tempos em que matava macaco-prego e mico leão dourado arremessando vidro nos primatas ao som de Jimi Hendrix.

Quanto a mim……….ai, quanta saudade daquele antro que chamamos de lar. Senti que com o passar do tempo, a irmã de Adrian Belew andou dando muito. Suas coxas estavam mais espaçadas e, provavelmente, a vulva estava mais para túnel Rebouças do que para búlica de bola de gude.
Mas, como bem disse Confúncio “as cloacas das madames se adaptam ao diâmetro dos fandangos ali introduzidos.” O que Freud chamou de “abraço do inconsciente”. Mas, estava muito calor, Gov. my Gov. Fora isso, ouvíamos os gritos da multidão caminhando em direção a nossa casa, provavelmente para me escalpelar e a Caramuru também.

Arisco como tanajura no auge do verão mexicano, meu irmão abriu sua malinha, pegou um Fuzil AK 47 rosa-choque, atarrachou a silenciador e saiu. Voltou 15 minutos depois e gesticulou: “problema da multidão resolvido”. Pensei, orgulhoso, fitando o horizonte (o banheiro de empregada da casa do vizinho): “Tora, Tora, Tora”, ou como bem disse o principe do Japão durante sua rendição à bordo do porta-aviões americano em 1945, “Além do Horizonte deve ter algum lugar bonito prá viver em paz”.

Bem, Gov my Gov., tudo isso para dizer que somos (eu e Caramuru) radicalmente contra as Olimpíadas de 2016. Adrian Belew´s sister é favorável porque…porque o que não vai faltar é dardo. Mas, Gov., você viu a orgia que os brasileiros fizeram no dia em que o nome do Rio foi escolhido??? Viu??? Hein???? Vão ganhar muita grana, Gov. my Gov.
Pegue seu bloquinho e caneta: 20 bilhões de dólares. 30% dá quanto? 6 bilhões. É quanto os caras da Prefeitura, Governo do Estado, COB e os caralhos vão levar de bolada. Vão construir predios trilhardários, com piscinas e piranhas de diamantes na Barra. Mais metrôs, barcas, trens, aeroportos. Gov. my Gov. vai ser uma roubalheira tamanha que os ladrões da Copa, comandados pelo cantor e assaltante Rick Teixeira, vão parecer meros batedores de carteira da Central do Brasil.
Como o assunto é extenso, e não quero acender o maçarico nos ovários das ouvintas e colhões dos ouvintes, deixo a conclusão para a próxima crônica . Peers,
F. Ferrare.

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