Quadros de Picasso, Matisse e outros artistas, estimados em R$ 1,1 bilhão, são roubados de museu em Paris

Publicada em 20/05/2010 às 08h41m O Globo, com agências internacionais

 
Policiais buscam por pistas ao recolher as molduras das pinturas roubadas do Museu de Arte Moderna de Paris / AP

RIO – Cinco quadros de Pablo Picasso, Fernand Léger, Henri Matisse, Georges Braque e Modigliani foram roubados do Museu de Arte Moderna de Paris na madrugada desta quinta-feira. O roubo foi descoberto por empregados do museu – que fica no Centro Pompidou – por volta das 7h do horário local (2h em Brasília), quando perceberam que uma janela fora arrombada. O valor das obras é estimado em 500 milhões de euros (cerca de R$ 1,1 bilhão).
Responsáveis do Museu de Arte Moderna constataram que o vidro de uma das janelas havia sido cortado e que o cadeado de um portão que dava acesso ao local havia sido quebrado.
Segundo o Ministério Público de Paris, as câmeras de vigilância do museu teriam registrado um único intruso, que entrou pela janela e retirou as pinturas. O homem estava vestido de preto e usava uma máscara. As imagens mostram que ele cortou as telas com uma espécie de estilete e saiu do museu com as obras enroladas.
As pinturas roubadas são “Le Pigeon aux petits pois” (“O Pombo e as Ervilhas”), de Picasso, “La Pastorale” (“A Pastoral”), de Henri Matisse, “L’Olivier près de l’Estaque” (“A Oliveira próxima a Estaque”), de Georges Braque, “La Femme à l’éventail” (“A Mulher com leque”), de Modigliani, e “Nature morte aux chandeliers” (“Natureza morta com candelabros”), de Fernand Léger.
A polícia isolou o museu, que fica em uma das áreas da cidade mais frequentadas por turistas, para realizar as investigações.
De acordo com a BBC, uma unidade especial da polícia está investigando o caso. Segundo especialistas em arte, os quadros furtados são considerados invendáveis porque são muito famosos. Acredita-se que o crime possa ter sido encomendado por algum colecionador.
Furtos de quadros pertencentes a museus e também a colecionadores particulares têm ocorrido com uma certa frequência na França. Em dezembro passado, a tela “As coristas”, de Degas, foi furtada do Museu Cantini, em Marselha. A obra, que pertencia ao Musée d’Orsay, em Paris, havia sido emprestada ao museu do sul da França para uma exposição.

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