{"id":995,"date":"2011-02-14T20:56:00","date_gmt":"2011-02-14T20:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=995"},"modified":"2011-02-14T20:56:00","modified_gmt":"2011-02-14T20:56:00","slug":"ministerio-da-cultura-quer-economia-criativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=995","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio da Cultura quer economia criativa"},"content":{"rendered":"<p>Deu na Folha de SP de domingo&#8230;<\/p>\n<p><b><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-size: large;\">Cultura quer foco em economia criativa&nbsp;<\/span><\/b><br \/><b>Inspirado em Barcelona e no Reino Unido, minist\u00e9rio estuda gerar n\u00facleos criativos em \u00e1reas urbanas degradadas<\/b><\/p>\n<p>Arquitetura, m\u00fasica, cinema e design vivem boom global e geram, no pa\u00eds, R$ 380 bi; desafio \u00e9 profissionalizar<\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-size: xx-small;\"><b>MARIANA BARBOSA<br \/>DE S\u00c3O PAULO<\/b><\/span><\/p>\n<p>A terceira maior ind\u00fastria do mundo, atr\u00e1s de petr\u00f3leo e de armamentos, tem como principal insumo a criatividade.<br \/>Da moda ao design, passando por cinema e literatura e incluindo a produ\u00e7\u00e3o de software, a chamada ind\u00fastria criativa movimenta mais de R$ 380 bilh\u00f5es no Brasil, segundo estimativa da Firjan (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro).<br \/>O setor ganha neste ano maior relev\u00e2ncia institucional, com a cria\u00e7\u00e3o, no Minist\u00e9rio da Cultura, da Secretaria da Economia Criativa.<br \/>O conceito vem dos anos 90: ind\u00fastrias criativas s\u00e3o aquelas com potencial de gera\u00e7\u00e3o de riqueza e emprego por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de propriedade intelectual.<br \/>Do conceito surgiram experi\u00eancias de cidades ou n\u00facleos criativos, como forma de transforma\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e de desenvolvimento sustent\u00e1vel.<br \/>Caso de Glasgow, que uniu todas as disciplinas em uma s\u00f3 escola no meio de uma \u00e1rea degradada e violenta. Por meio do envolvimento dos alunos &#8211; designers, estilistas e artistas &#8211; com a comunidade, a \u00e1rea foi recuperada.<br \/>A cria\u00e7\u00e3o de n\u00facleos e redes de cidades criativas \u00e9 uma das prioridades da nova pasta, revelou \u00e0 Folha a secret\u00e1ria de Economia Criativa, Cl\u00e1udia Leit\u00e3o.<br \/>Ela diz que quer se aproximar do Iphan (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional), \u00f3rg\u00e3o do pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Cultura, para estimular a gera\u00e7\u00e3o de n\u00facleos criativos.<br \/>&#8220;Temos que promover uma ocupa\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios hist\u00f3ricos que seja inclusiva e que gere riqueza&#8221;, diz Leit\u00e3o, ex-secret\u00e1ria de Cultura do Cear\u00e1 e professora da Universidade Federal do Cear\u00e1.<br \/>&#8220;Temos muito o que aprender com as experi\u00eancias de fora, da Austr\u00e1lia, de Barcelona.&#8221;<\/p>\n<p>CONTRAEXEMPLO<br \/>J\u00e1 o exemplo do que n\u00e3o fazer vem de Salvador. &#8220;A reforma do Pelourinho tinha enganos graves. Foi feita a partir de uma vis\u00e3o do turismo, de exclus\u00e3o. Temos de incluir a popula\u00e7\u00e3o local.&#8221;<br \/>Outro exemplo de patrim\u00f4nio com potencial de se transformar em cidade criativa \u00e9 o centro de S\u00e3o Lu\u00eds.<br \/>&#8220;O Maranh\u00e3o precisa tornar a diversidade um ativo para a sua economia. Precisa ir muito al\u00e9m do t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio da Humanidade.&#8221;<br \/>Interessada no tema desde o in\u00edcio dos anos 2000, Leit\u00e3o foi para Brisbane, na Austr\u00e1lia, estudar com os grandes pensadores da \u00e1rea.<br \/>&#8220;Esse \u00e9 um conceito novo, que precisa ser compreendido pela sociedade&#8221;, diz Leit\u00e3o. &#8220;Voc\u00ea tem ainda uma vis\u00e3o negativa, que nasce com a Escola de Frankfurt, com uma vis\u00e3o apocal\u00edptica da ind\u00fastria cultural.&#8221;<br \/>Segundo ela, o Brasil precisa empreender mais na \u00e1rea e exportar a diversidade cultural, do mamulengo ao software e \u00e0 arquitetura.<br \/>&#8220;A criatividade \u00e9 um insumo que n\u00e3o acaba e a economia criativa pode ser uma grande estrat\u00e9gia de desenvolvimento com distribui\u00e7\u00e3o de renda.&#8221;<\/p>\n<p>ATRASO<br \/>O tema chega ao Brasil com atraso de 17 anos. Em 1994, a Austr\u00e1lia foi o primeiro pa\u00eds a apontar a necessidade de desenhar pol\u00edticas p\u00fablicas para estimular a economia movida a cultura e criatividade.<br \/>Mas o termo ind\u00fastria criativa s\u00f3 ganhou visibilidade internacional em 1997, quando o governo brit\u00e2nico do trabalhista Tony Blair criou a For\u00e7a-Tarefa das Ind\u00fastrias Criativas.<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=995\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deu na Folha de SP de domingo&#8230; Cultura quer foco em economia criativa&nbsp;Inspirado em Barcelona e no Reino Unido, minist\u00e9rio estuda gerar n\u00facleos criativos em \u00e1reas urbanas degradadas Arquitetura, m\u00fasica, cinema e design vivem boom global e geram, no pa\u00eds, R$ 380 bi; desafio \u00e9 profissionalizar MARIANA BARBOSADE S\u00c3O PAULO A terceira maior ind\u00fastria do &hellip;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=995\" class=\"more-link\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/995"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/995\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}