{"id":984,"date":"2011-02-08T19:19:00","date_gmt":"2011-02-08T19:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=984"},"modified":"2011-02-08T19:19:00","modified_gmt":"2011-02-08T19:19:00","slug":"helio-oiticica-lidera-lista-dos-artistas-mais-expostos-da-decada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=984","title":{"rendered":"H\u00e9lio Oiticica lidera lista dos artistas mais expostos da d\u00e9cada"},"content":{"rendered":"<p>Saiu na <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/871949-helio-oiticica-lidera-lista-dos-artistas-mais-expostos-da-decada.shtml\">Ilustrada da FolhaSP<\/a> de hoje a mat\u00e9ria abaixo do Fabio Cypriano.<\/p>\n<div><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/TVGXFZtT4jI\/AAAAAAAADsY\/G3Q4ANK7I5s\/s1600\/oiticica_folhapress.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" border=\"0\" height=\"392\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/TVGXFZtT4jI\/AAAAAAAADsY\/G3Q4ANK7I5s\/s400\/oiticica_folhapress.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, artistas que se contrap\u00f5em aos neoconcretos H\u00e9lio Oiticica (1937-1980) e Lygia Clark (1920-1988) foram os que tiveram maior visibilidade no Brasil.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 de Tadeu Chiarelli, diretor do Museu do Museu de Arte Contempor\u00e2nea da USP, a partir de um levantamento de 7.010 exposi\u00e7\u00f5es compiladas pelo Ita\u00fa Cultural entre 2001 e 2010.<\/p>\n<p>A partir de seu banco de dados, o Ita\u00fa Cultural gerou listas dos artistas mais vistos na \u00faltima d\u00e9cada e das institui\u00e7\u00f5es e dos curadores que mais organizaram mostras.<\/p>\n<p>&#8220;Esse banco de dados existe h\u00e1 24 anos e n\u00f3s mesmos vamos atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es das mostras, seja em jornais, cat\u00e1logos ou por correspond\u00eancia&#8221;, diz Selma Cristina da Silva, gerente do Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Refer\u00eancia do Ita\u00fa.<\/p>\n<p>\u00c9 a primeira vez que a institui\u00e7\u00e3o faz tal compila\u00e7\u00e3o. &#8220;Essa \u00e9 uma forma de contribuir para uma reflex\u00e3o sobre a cena das artes visuais. No fim do ano, vamos organizar uma mostra em sentido inverso, que pense o que deve vir na pr\u00f3xima d\u00e9cada&#8221;, conta Eduardo Saron, superintendente da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No total, o Ita\u00fa tem registradas cerca de 30 mil exposi\u00e7\u00f5es de arte brasileira ou ligada ao Brasil, desde algumas realizadas no s\u00e9culo 18, em Paris. Esses dados alimentam a Enciclop\u00e9dia de Artes Visuais na internet.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa pretens\u00e3o \u00e9 ter registro de todas as mostras, mas, quanto mais distante, mais dif\u00edcil \u00e9 a compila\u00e7\u00e3o&#8221;, explica T\u00e2nia Rodrigues, gerente das enciclop\u00e9dias virtuais do Ita\u00fa.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o ainda re\u00fane dados de arte e tecnologia, literatura, teatro e super-8. &#8220;Em breve, todas estar\u00e3o reunidas&#8221;, diz Saron.<\/p>\n<div>IR\u00d4NICOS<\/p>\n<p>A pedido da Folha, Chiarelli, que ficou na quarta posi\u00e7\u00e3o como curador que mais organizou exposi\u00e7\u00f5es, analisou os dados.<\/p>\n<p>&#8220;Primeiro, acho importante dizer que, com essas informa\u00e7\u00f5es, podemos entender melhor o que se passa aqui e muitos pesquisadores v\u00e3o ter material importante para an\u00e1lise&#8221;, diz o diretor do museu universit\u00e1rio, que neste ano deve inaugurar sua nova sede no Ibirapuera.<\/p>\n<p>Ter Oiticica como artista que obteve mais visibilidade na d\u00e9cada passada significa, segundo Chiarelli, &#8220;um esfor\u00e7o coletivo para mostrar suas obras a partir do reconhecimento delas no exterior&#8221;. J\u00e1 a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o de Clark &#8220;talvez reflita as dificuldades em expor suas obras&#8221;, diz o curador.<\/p>\n<p>A enciclop\u00e9dia virtual do Ita\u00fa n\u00e3o apresenta obras de Clark ou Oiticica por dificuldades com os herdeiros. O mesmo n\u00e3o acontece com os demais artistas mais vistos.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses outros artistas, ali\u00e1s,que, segundo Chiarelli, indicam a supera\u00e7\u00e3o das propostas de Oiticica e Clark _exce\u00e7\u00e3o feita a Amilcar de Castro (1920-2002).<\/p>\n<p>&#8220;Ambos tinham uma vis\u00e3o rom\u00e2ntica e libert\u00e1ria do artista, como se n\u00e3o existisse o circuito da arte. J\u00e1 nomes como Cildo Meireles, Nelson Leirner e Regina Silveira s\u00e3o mais ir\u00f4nicos e geram suas po\u00e9ticas sem negar as institui\u00e7\u00f5es.&#8221; Mesmo assim, n\u00e3o deixa de ser not\u00e1vel que os dez mais vistos sejam artistas vinculados \u00e0 arte conceitual.<\/p><\/div>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=984\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiu na Ilustrada da FolhaSP de hoje a mat\u00e9ria abaixo do Fabio Cypriano. Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, artistas que se contrap\u00f5em aos neoconcretos H\u00e9lio Oiticica (1937-1980) e Lygia Clark (1920-1988) foram os que tiveram maior visibilidade no Brasil. 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