{"id":80,"date":"2008-08-15T11:11:00","date_gmt":"2008-08-15T11:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=80"},"modified":"2008-08-15T11:11:00","modified_gmt":"2008-08-15T11:11:00","slug":"travessias-cariocas-segunda-na-caixa-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=80","title":{"rendered":"TRAVESSIAS CARIOCAS &#8211; segunda na Caixa Cultural"},"content":{"rendered":"<p><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SKVkh8KeGGI\/AAAAAAAABCc\/o43vkCJpIBo\/s1600-h\/brigida_travessias.jpg\"><img style=\"cursor:pointer; cursor:hand;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SKVkh8KeGGI\/AAAAAAAABCc\/o43vkCJpIBo\/s400\/brigida_travessias.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5234700676136573026\" \/><\/a><\/p>\n<p>Inaugura na pr\u00f3xima segunda-feira na <a href=\"http:\/\/www.caixacultural.com.br\">Caixa Cultural<\/a> aqui do Rio a exposi\u00e7\u00e3o Travessias Cariocas. Acima uma foto do trabalho da Br\u00edgida Baltar que Adolfo fez em visita ao ateli\u00ea. Abaixo o texto do folder da expsosi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>TRAVESSIAS CARIOCAS tem algo de tr\u00e2nsito, de passagem, mas tamb\u00e9m de reconhecimento da alteridade. N\u00e3o se trata de uma proposta est\u00e9tica a mais, que visa a sua raz\u00e3o de ser na generalidade ou na panor\u00e2mica, mas de uma mostra coletiva que potencializa esse aspecto de troca de po\u00e9ticas, de autorias, e, ao mesmo tempo, reflete uma declara\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o, de afinidades. Uma verdadeira mostra coletiva no sentido mais extenso da palavra, pois enfatiza a transversalidade est\u00e9tica, as comunica\u00e7\u00f5es profundas que existem, ou est\u00e3o em andamento, entre alguns artistas cariocas de significativo percurso e reconhecimento, cujo territ\u00f3rio de a\u00e7\u00e3o e ponto de partida \u00e9 o Rio de Janeiro, ainda que a internacionalidade seja a sua outra marca de identidade.<\/p>\n<p>De fato, os 12 artistas reunidos aqui, Barr\u00e3o, Brigida Baltar, Carlos Bevilacqua, Daisy Xavier, Eduardo Coimbra, Ernesto Neto, Fernanda Gomes, Jo\u00e3o Mode, L\u00edvia Flores, Marcos Chaves, Raul Mour\u00e3o, Tatiana Grinberg, quase pertencem a uma mesma gera\u00e7\u00e3o. Em qualquer caso, somente com algumas pequenas diferen\u00e7as de apari\u00e7\u00e3o, s\u00e3o artistas que desenvolvem seu trabalho em toda a sua dimens\u00e3o a partir dos finais dos anos 80 e a d\u00e9cada seguinte, j\u00e1 no umbral do s\u00e9culo XX e XXI. A sua contemporaneidade vem marcada pela pluralidade manifesta de horizontes, de suportes e registros. E esta transversalidade \u00e9 uma parte significativa destas TRAVESSIAS CARIOCAS, de seu exemplo est\u00e9tico \u2013 de sua generosidade \u2013, e, ao mesmo tempo, de sua constru\u00e7\u00e3o e des-constru\u00e7\u00e3o art\u00edstica. A mostra coloca po\u00e9ticas em movimento, fora do dom\u00ednio completo ou fechado. \u00c9 uma troca de po\u00e9ticas e subjetividades. Explora\u00e7\u00e3o e especula\u00e7\u00e3o est\u00e9tica (sem ran\u00e7o algum da sem\u00e2ntica econ\u00f4mica!) que traduz uma obra aberta; outros caminhos que s\u00e3o, sobretudo, lim\u00edtrofes.<\/p>\n<p>H\u00e1, em TRAVESSIAS CARIOCAS, trabalhos que postulam diversas aproxima\u00e7\u00f5es: di\u00e1logos, sintonias e permuta\u00e7\u00f5es de signos das diferentes po\u00e9ticas. Mas, especialmente, talvez haja duas vias preponderantes: aquela dos trabalhos assinados por v\u00e1rios artistas, fazendo algo comum e quase indivis\u00edvel \u2013 \u00e0s vezes numa tr\u00edade convergente \u2013, ou inscrevendo-se numa seq\u00fc\u00eancia que se auto-remete, e aquela que faz da re-leitura ou da aproxima\u00e7\u00e3o a outra po\u00e9tica uma viagem (di\u00e1logo conceitual e formal) de ida e volta; sempre produzindo um certo moto-cont\u00ednuo est\u00e9tico, pois os interesses dos artistas se deslocam e recebem olhares diferentes, se geram a partir de um local de enuncia\u00e7\u00e3o compartilhado. Assim, as obras, os trabalhos est\u00e9ticos, permutam cada vez mais seus signos e significados, s\u00e3o mais porosos, antenados com a cultura visual, o ambiente e o habitat ao qual pertencemos. Neste contexto, deve-se ver a significativa import\u00e2ncia desta mostra constelativa sem eixo fixo, regedor \u2013 em que a pr\u00f3pria curadoria \u00e9 uma for\u00e7a de di\u00e1logo a mais, outro nexo, mais um fio-terra de interlocu\u00e7\u00e3o \u2013, e sim com pontos cardeais abertos, validados como verdades est\u00e9ticas plurais, instigantes, quase revers\u00edveis.<\/p>\n<p>Adolfo Montejo Navas<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, julho de 2008<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=80\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inaugura na pr\u00f3xima segunda-feira na Caixa Cultural aqui do Rio a exposi\u00e7\u00e3o Travessias Cariocas. Acima uma foto do trabalho da Br\u00edgida Baltar que Adolfo fez em visita ao ateli\u00ea. Abaixo o texto do folder da expsosi\u00e7\u00e3o. TRAVESSIAS CARIOCAS tem algo de tr\u00e2nsito, de passagem, mas tamb\u00e9m de reconhecimento da alteridade. N\u00e3o se trata de uma &hellip;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=80\" class=\"more-link\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/80"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=80"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/80\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=80"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=80"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=80"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}