{"id":793,"date":"2010-07-20T13:07:00","date_gmt":"2010-07-20T13:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=793"},"modified":"2010-07-20T13:07:00","modified_gmt":"2010-07-20T13:07:00","slug":"agente-do-fbi-revela-bastidores-dos-maiores-crimes-de-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=793","title":{"rendered":"Agente do FBI revela bastidores dos maiores crimes de arte"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;\">Peguei l\u00e1 no Pega Ladr\u00e3o do <a href=\"http:\/\/mapadasartes.com.br\/pegaladrao.php?id=39&amp;ncid=1000&amp;pg=0\">site Mapa das artes<\/a> essa mat\u00e9ria do Silas Marti que saiu na Ilustrada da FolhaSP de ontem.<\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;\">Parece at\u00e9 que a grande imprensa anda visitando o <a href=\"http:\/\/raulmourao.blogspot.com\/2010\/07\/priceless-robert-k-wittman.html\">b\u00aeog aqui<\/a>.<\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/TEWfOC7mNwI\/AAAAAAAADTA\/dmsX8vyD0ho\/s1600\/robert_k_wittman.png\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" border=\"0\" height=\"307\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/TEWfOC7mNwI\/AAAAAAAADTA\/dmsX8vyD0ho\/s400\/robert_k_wittman.png\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;\"><br \/><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px;\">Estocolmo, Natal de 2000. Bandidos explodem dois carros perto do Museu Nacional da Su\u00e9cia e bloqueiam acessos ao pr\u00e9dio. Roubam um Renoir e um autorretrato de Rembrandt, de US$ 36 milh\u00f5es, e fogem numa lancha atracada atr\u00e1s do museu.<br \/>Cinco anos depois, porta-vozes do FBI, a pol\u00edcia dos Estados Unidos, chamam a imprensa e anunciam o resgate do Rembrandt. Algu\u00e9m tentava vender a tela por US$ 250 mil em Copenhague.<br \/>Atr\u00e1s da cortina, durante a entrevista coletiva, estava Robert Wittman, agente secreto do FBI que passou 20 anos no rastro de obras de arte roubadas no mundo todo.<br \/>&#8220;Sempre ficava escondido enquanto os chefes se gabavam diante das c\u00e2meras&#8221;, lembra Wittman em entrevista \u00e0 \u201cFolha de S. Paulo\u201d. &#8220;S\u00f3 fazia meu trabalho: recuperar as obras.&#8221;<br \/>Ele foi o primeiro agente do FBI destacado para a fun\u00e7\u00e3o, depois fundou e liderou um time especializado em crimes de arte na ag\u00eancia, hoje com 13 homens.<br \/>Em &#8220;Priceless&#8221; (\u201cSem Pre\u00e7o\u201d), livro que ele acaba de lan\u00e7ar nos EUA e que deve sair no Brasil pela Zahar, Wittman narra os bastidores de suas investiga\u00e7\u00f5es.<br \/>Tem como fio condutor o maior roubo de todos os tempos, at\u00e9 hoje sem solu\u00e7\u00e3o.<br \/>Em 1990, ladr\u00f5es vestidos de policiais invadiram um museu em Boston e roubaram US$ 500 milh\u00f5es em obras, entre elas um Vermeer, dois trabalhos de Rembrandt e quatro de Degas.<br \/>&#8220;Nenhuma delas foi encontrada&#8221;, conta Wittman. &#8220;Mas acredito que est\u00e3o por a\u00ed, n\u00e3o foram destru\u00eddas.&#8221;<br \/>Wittman chegou a viver anos na Fran\u00e7a e em Miami tentando recuperar as telas.<br \/>Fingindo ser um comprador, estava bem pr\u00f3ximo de fechar neg\u00f3cio com mafiosos na ilha de C\u00f3rsega quando o plano todo fracassou. Segundo ele, havia gente demais envolvida na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Disfarces e Mentiras<br \/>Mesmo sendo bom farsante, n\u00e3o conseguiu resolver o maior caso de sua carreira.<br \/>&#8220;J\u00e1 encarnei todo tipo de personagem, professor, colecionador, marchand&#8221;, conta. &#8220;\u00c9 como ser um ator, com a diferen\u00e7a que n\u00e3o podemos refazer um take ruim e as consequ\u00eancias s\u00e3o bem mais severas quando erramos.&#8221;<br \/>Ladr\u00f5es de arte s\u00e3o muitas vezes os mesmos por tr\u00e1s de assaltos a banco ou l\u00edderes do tr\u00e1fico internacional de drogas e Wittman tinha no\u00e7\u00e3o do perigo das opera\u00e7\u00f5es.<br \/>&#8220;Temos s\u00f3 uma chance para resolver o caso&#8221;, conta. &#8220;Por isso, sempre mantive os disfarces bem pr\u00f3ximos da realidade, j\u00e1 que era dif\u00edcil demais decorar as mentiras.&#8221;<br \/>Tamb\u00e9m os cifr\u00f5es. Wittman diz n\u00e3o prestar aten\u00e7\u00e3o no valor da obra que procurava. Conta que seu caso preferido foi recuperar uma bandeira usada na Guerra Civil.<br \/>&#8220;Ela valia s\u00f3 US$ 30 mil, mas cinco pessoas morreram carregando aquela bandeira&#8221;, lembra. &#8220;Dinheiro \u00e9 muito fluido, n\u00e3o significa nada. \u00c9 mais importante resgatar um peda\u00e7o de cultura.&#8221;<\/p>\n<p>\u201cPriceless\u201d, de Robert Wittman.<br \/>Editora: Crown Publishers<br \/>336 p\u00e1gs.<br \/>US$ 25<\/p>\n<p>Fonte: \u201cFolha de S. Paulo\u201d | www.uol.com.br ; texto de Silas Mart\u00ed ; 19\/07\/10.<\/span><\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=793\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peguei l\u00e1 no Pega Ladr\u00e3o do site Mapa das artes essa mat\u00e9ria do Silas Marti que saiu na Ilustrada da FolhaSP de ontem.Parece at\u00e9 que a grande imprensa anda visitando o b\u00aeog aqui. Estocolmo, Natal de 2000. Bandidos explodem dois carros perto do Museu Nacional da Su\u00e9cia e bloqueiam acessos ao pr\u00e9dio. 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