{"id":708,"date":"2010-05-18T23:33:00","date_gmt":"2010-05-18T23:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=708"},"modified":"2010-05-18T23:33:00","modified_gmt":"2010-05-18T23:33:00","slug":"mc-ldn-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=708","title":{"rendered":"MC LDN #1"},"content":{"rendered":"<p>Conheci Maria do Carmo Pontes na <a href=\"http:\/\/www.fortesvilaca.com.br\/\">galeria Fortes Vila\u00e7a<\/a> alguns anos atr\u00e1s (ela trabalhou l\u00e1 de 2007 a 2009). Depois nos encontramos em outras muitas festas em SP e umas poucas no Rio. Em 2009 ela foi fazer um mestrado em curadoria de arte contempor\u00e2nea na <a href=\"http:\/\/www.gold.ac.uk\/\">Goldsmiths<\/a> em Londres e nos afastamos um pouco, apenas uma conversa aqui por email e uma acol\u00e1 no Facebook. Semana passada nos encontramos mais uma vez em S\u00e3o Paulo. Resolvemos ent\u00e3o interromper esse neg\u00f3cio de festas e trabalhar um pouco. Iniciamos uma reuni\u00e3o r\u00e1pida na pista de <a href=\"http:\/\/www.galeriavermelho.com.br\/\">Eliana Finkelstein<\/a> e terminamos no terra\u00e7o de <a href=\"http:\/\/www.nararoesler.com.br\/\">Daniel Roesler<\/a>. Ficou resolvido assim: Maria do Carmo agora assina MC LDN e ser\u00e1 a correspondente do nosso querido b\u00aeog em Londres, mandando not\u00edcias do circuito de arte e resenhas de exposi\u00e7\u00f5es. Vai mandar tamb\u00e9m um texto sobre a exposi\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.fortesvilaca.com.br\/artista\/luiz-zerbini\/\">Zerbini<\/a> na Laura Alvim aqui no Rio, outros textos antigos, imagens de exposi\u00e7\u00f5es, links e pensamentos soltos.<\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/S_MidL9rRhI\/AAAAAAAADBA\/o0aiTPNtPQc\/s1600\/Maria_atelier.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/S_MidL9rRhI\/AAAAAAAADBA\/o0aiTPNtPQc\/s400\/Maria_atelier.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-small;\">MC em visita ao ateli\u00ea da artista Marina Rheingantz (foto: Bruno Lyra)<\/span><\/div>\n<p>Esse texto de estr\u00e9ia a\u00ed embaixo \u00e9 sobre o evento <b><i>No soul for sale<\/i><\/b> que inaugurou sexta passada na Turbine Hall, Tate Modern e terminou no domingo.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es <a href=\"http:\/\/www.nosoulforsale.com\/\">l\u00e1 no site<\/a>.<\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/S_MizySt4KI\/AAAAAAAADBI\/SDxr-pFDbh8\/s1600\/IMG_0498.JPG\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/S_MizySt4KI\/AAAAAAAADBI\/SDxr-pFDbh8\/s400\/IMG_0498.JPG\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/S_Mi-g9CqZI\/AAAAAAAADBQ\/NvLmlD_Quek\/s1600\/IMG_0506.JPG\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/S_Mi-g9CqZI\/AAAAAAAADBQ\/NvLmlD_Quek\/s400\/IMG_0506.JPG\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><b>Cada um no seu quadrado<\/b><\/span><\/p>\n<p>Nem feira nem exposi\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que os organizadores de \u201cNo soul for sale: A festival of Independents\u201d,&nbsp; segunda edi\u00e7\u00e3o do evento iniciado em 2009 na X Initiave, Nova York, e neste ano na Tate Modern de Londres definiam o evento. Os curadores Cec\u00edlia Alemani, Maurizio Cattelan e Massimiliano Gioni tiveram a tarefa de escolher 70 espa\u00e7os dedicados a arte no mundo todo para expor no legend\u00e1rio Turbine Hall em ocasi\u00e3o dos 10 anos da Tate. Num espa\u00e7o de poucos metros quadrados sem paredes e delimitado por fitas no ch\u00e3o aludindo a Dogville, o papa dos independentes, os expositores tinham a liberdade de mostrar o que bem entendessem. Curiosamente, todos decidiram mostrar a mesma coisa, criando assim uma est\u00e9tica do ac\u00famulo e da repeti\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Pilhas era o que mais havia: de papel, camiseta, tijolo, fita e objetos achados (afinal, arte contempor\u00e2nea que se preze tem que ter um ou outro acaso). Se a inten\u00e7\u00e3o era otimizar o espa\u00e7o ou discutir a veloz cria\u00e7\u00e3o e profus\u00e3o de imagens na atualidade n\u00e3o era claro, assim como n\u00e3o era clara a raz\u00e3o de certos objetos estarem l\u00e1, como brinquedos, bolsas, camisetas e souvenirs (for sale, diga-se de passagem). Muitos dos trabalhos expostos tinham o discurso do fazer aparente, uma necessidade de mostrar a m\u00e3o do artista no trabalho unida a uma falta de recursos que por vezes acarreta numa est\u00e9tica pobre, de coisa mal-feita.<\/p>\n<p>Neste grande mercado de pulgas das artes era poss\u00edvel identificar alguns bons trabalhos, com destaque para \u201cI have not only sacrificed my soul for this but my time\u201d, do su\u00ed\u00e7o Stefan Sulzer, no stand da Arrow Factory, de Pequim. Trata-se de uma fotografia de grandes propor\u00e7\u00f5es mostrando um p\u00f4r do sol sobreposto por esta frase, dividida internamente por molduras formando um poliptico de uma imagem s\u00f3. Ou \u201cLead, Follow Or Get The Hell Out Of The Way\u201d, pintura de parede do noruegues Marius Engh no stand na editora Torpedo, tamb\u00e9m da Noruega. Ambas as obras partem de lugares diferentes para discutir quest\u00f5es semelhantes (e relevantes) da contemporaneidade, como tempo, foco e, sobretudo, desempenho.<\/p>\n<p>Nem feira nem exposi\u00e7\u00e3o. Este encontro independente, ainda que na mais estabelecida das institui\u00e7\u00f5es, \u00e9 important\u00edssimo para o mundo das artes. Mas a quest\u00e3o fundamental e no entanto abordada s\u00f3 individualmente por algumas poucas obras \u00e9 aonde esta independ\u00eancia toda est\u00e1 indo. A maioria dos expositores n\u00e3o ambiciona o irasc\u00edvel mercado mas estrat\u00e9gias para permanecer independente num mundo ditado por suas regras. Neste sentido o evento era uma etapa, n\u00e3o um fim em si, tal qual muitos trabalhos ali pareciam em fase de constru\u00e7\u00e3o e n\u00e3o prontos para serem expostos. Ainda assim, entre performances e obras, o clima que prevalecia era o de um \u201coba, oba\u201d deslumbrado e desarticulado, onde o papel e as perspectivas de centros de arte independentes n\u00e3o entrou realmente em pauta. O resultado foi mais um cap\u00edtulo da s\u00e9rie \u201cPorque a id\u00e9ia era boa e a realiza\u00e7\u00e3o foi mediana?\u201d, com sorte pauta para o pr\u00f3ximo encontro. Dif\u00edcil n\u00e3o se identificar com o trabalho de Sulzer ao deixar a galeria.<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=708\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conheci Maria do Carmo Pontes na galeria Fortes Vila\u00e7a alguns anos atr\u00e1s (ela trabalhou l\u00e1 de 2007 a 2009). Depois nos encontramos em outras muitas festas em SP e umas poucas no Rio. 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