{"id":527,"date":"2009-11-11T21:42:00","date_gmt":"2009-11-11T21:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=527"},"modified":"2009-11-11T21:42:00","modified_gmt":"2009-11-11T21:42:00","slug":"entrevista-santiago-barrionuevo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=527","title":{"rendered":"Entrevista: Santiago Barrionuevo"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry-author\">Bruno Maia colocou essa entrevista l\u00e1 no <a class=\"entry-source-title\" href=\"http:\/\/www.google.com\/reader\/view\/feed\/http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fsobremusica\" target=\"_blank\">SOBREMUSICA<\/a><\/div>\n<div class=\"entry-author\"><\/div>\n<div class=\"entry-body\">\n<div>\n<div class=\"item-body\">\n<div>Desde a \u00e9poca em que apresentava o Aleat\u00f3rio, misto de podcast e programa de r\u00e1dio, na Multishow FM, que o El Mat\u00f3 a un Policia Motorizado me chama aten\u00e7\u00e3o. L\u00f3gico, primeiro pelo nome. Depois pelo som. Com pouco tempo essa ordem se inverte e a ora\u00e7\u00e3o que batiza o quarteto come\u00e7a a soar bastante natural aos ouvidos e se abrevia para \u201cEl Mat\u00f3\u201d.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/elmato-1.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" height=\"265\" src=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/elmato-1-450x299.jpg\" title=\"elmato-1\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p>Em abril, <a href=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/2009\/05\/22\/reflexoes-portenas-2\/\" target=\"_blank\">quando estive na Argentina<\/a>, perdi por pouco um show dos caras, mas encontrei uma bela mat\u00e9ria sobre o vocalista Santiago Barrionuevo na Rolling Stone de l\u00e1. Um espa\u00e7o generoso que n\u00e3o se v\u00ea muito sendo dado a bandas de tamanho parecido aqui no Brasil. Achei o camarada curioso, gordinho, carism\u00e1tico. Vindos de La Plata, eles t\u00eam ainda mais dificuldades do que as bandas brasileiras de fora do eixo, at\u00e9 porque se aqui ainda h\u00e1 um eixo (que \u00e9 cada vez maior), l\u00e1 s\u00f3 h\u00e1 mesmo Buenos Aires. Ainda assim, eles est\u00e3o ocupando bastante espa\u00e7o no pa\u00eds e andando bem pela Am\u00e9rica do Sul. Aqui no Brasil, eles passaram recentemente pelos festivais Calango e Por\u00e3o do Rock.<br \/>\u00c9 uma banda curiosa, que n\u00e3o tem muitos v\u00eddeos no YouTube (nenhum oficial), tem um site ultra simpl\u00f3rio, disponibiliza poucas coisas no Myspace, e que mesmo assim avan\u00e7a lenta e solidamente nesses tempos de comunica\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas. Com a nova vinda deles ao Brasil para o Festival Indie Rock, troquei uma ideia com o vocalista do grupo por e-mail.<\/p>\n<p><b>sobremusica:<\/b><b> Poderia nos contar, resumidamente, a hist\u00f3ria do El Mat\u00f3? No Brasil, h\u00e1 poucas informa\u00e7\u00f5es sobre o grupo.<\/b><br \/><b>Santiago Barrionuevo<\/b>: A banda come\u00e7ou em 2003. Decidimos gravar algumas can\u00e7\u00f5es antes de tudo, inclusive antes de sair para tocar. Nos conhecemos no segundo grau e de alguns eventos no nosso bairro. Gravamos nosso primeiro disco e fizemos as primeiras apresenta\u00e7\u00f5es no fim daquele ano. Em 2004, lan\u00e7amos o disco com o mesmo nome da banda e seguimos tocando. Depois disso, lan\u00e7amos \u201cNavidad de reserva\u201d em 2005, \u201cUn mill\u00f3n de euros\u201d em 2006 e \u201cDia de los muertos\u201d 2008.<\/p>\n<p><b>sm: Como voc\u00ea disse, voc\u00eas lan\u00e7aram uma trilogia de \u00e1lbuns sobre o nascimento, vida e morte nesses \u00faltimos anos e foi neste per\u00edodo que se tornaram conhecidos na Argentina e um pouco na Am\u00e9rica do Sul. O que o grupo tem pensado para os pr\u00f3ximos anos musical e comercialmente?<\/b><br \/>SB: Sim, a trilogia chamou muita aten\u00e7\u00e3o e as can\u00e7\u00f5es foram muito bem recebidas. Foi incr\u00edvel tocar em S\u00e3o Paulo, em 2007, e ouvir as pessoas cantando. Nosso plano \u00e9 seguir gravando discos, realizar alguns v\u00eddeos e seguir tocando por todos os lados, at\u00e9 o fim!!!<\/p>\n<p><b>sm: Qual a rela\u00e7\u00e3o do indierock argentino de hoje com os nomes mais conhecidos do pop rock do pa\u00eds, de outras gera\u00e7\u00f5es, como Fito Paez, Charly Garcia, Spinetta, Soda Stereo, Los Fabulosos Cadillacs? Voc\u00eas gostam dos artistas mais velhos? Quais te parecem as principais diferen\u00e7as entre a sua gera\u00e7\u00e3o e a deles?<\/b><br \/>SB: Quando era crian\u00e7a, eu gostava muito dos Cadillacs! Meus irm\u00e3os escutavam e eu herdei isso. Na adolesc\u00eancia descobri Spinetta e suas primeiras bandas como Almendra e Pescado Rabioso. Mas a rela\u00e7\u00e3o entre o indie rock atual e essa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 quase nula. Como artistas novos, que escolheram a independ\u00eancia, estamos em outro universo. N\u00e3o nos preocupamos com os outros. Fazemos o que gostamos e, se temos uma boa rela\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s mesmos, isso \u00e9 o que \u00e9 mais importante e divertido.<\/p>\n<p><b>sm: Voc\u00eas s\u00e3o de La Plata. Como isso aparece no trabalho do El Mat\u00f3? O que os grupos da cidade t\u00eam de diferente em rela\u00e7\u00e3o ao resto do pa\u00eds?<\/b><br \/>SB: N\u00e3o sei se h\u00e1 algo concreto que apare\u00e7a, como um \u201csom platense\u201d. Mas, claro, as bandas de La Plata tem uma preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica particular, que passa pela mistura de diferentes artes. Percebe-se isso no esp\u00edrito das bandas e nas suas obras, em geral.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/1256277727722_f.jpg\" target=\"_blank\" title=\"Cartaz do show feito para a edi\u00e7\u00e3o argentina do Por\u00e3o do Rock\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" height=\"450\" src=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/1256277727722_f-267x450.jpg\" title=\"1256277727722_f\" width=\"267\" \/><\/a><\/div>\n<p><b>sm: Santiago, ao que pude ler e ver, voc\u00ea tem um grande talento para desenhar e \u00e9 irm\u00e3o de um dos maiores ilustradores argentinos. No site do El Mat\u00f3, s\u00f3 h\u00e1 refer\u00eancias gr\u00e1ficas e poucas informa\u00e7\u00f5es. Qual \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o com as artes pl\u00e1sticas e gr\u00e1ficas?<\/b><br \/>SB: Sim, agora estamos fazendo uma nova p\u00e1gina que ter\u00e1 mais infoma\u00e7\u00f5es. Eu gosto muito de artes visuais. Foi a primeira coisa que experimentei quando crian\u00e7a, antes da m\u00fasica, e bem, sou respons\u00e1vel pela maioria dos cartazes e das capas dos discos da banda. O nosso baterista Doctora Muerte tamb\u00e9m desenha. N\u00f3s estudamos Belas Artes juntos, em uma escola cujo segundo grau era especializado em artes. Meu irm\u00e3o escreve hist\u00f3rias e trabalha para DC Comics. Ele desenhou alguns t\u00edtulos de Batman e do Super-Homem. Agora est\u00e1 com outros novos, mas n\u00e3o me lembro. Ele \u00e9 realmente muito bom!<\/p>\n<p><b>sm: Apesar dessa rela\u00e7\u00e3o com desenhos e com as artes gr\u00e1ficas, o site do grupo \u00e9 bem simples. E voc\u00eas s\u00e3o conhecidos como uma banda que n\u00e3o tem videoclipes nem na TV, nem sequer na internet. Li em uma entrevista sua que, para voc\u00ea, quem quisesse ver o El Mat\u00f3 precisava ir a um show. N\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o muito radical em tempos de internet e da necessidade que os m\u00fasicos t\u00eam de usar ferramentas audiovisuais para se comunicar?<\/b><br \/>SB: N\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 uma bandeira para a gente. Mas realmente o El Mat\u00f3 ao vivo \u00e9 uma experi\u00eancia muito boa! Tanto para n\u00f3s, quanto para os meninos e meninas que v\u00e3o sempre e nos fazem perceber isso. Sempre s\u00e3o grandes festas que acabam acontecendo. A verdade \u00e9 que fazer tudo de maneira independente torna mais complicada a produ\u00e7\u00e3o de um videoclipe e de outras coisas deste tipo. N\u00f3s queremos fazer os nossos, estar a altura, porque gostamos, temos boas ideias e n\u00e3o queremos deixar na m\u00e3o de terceiros para ver um resultado final que n\u00e3o nos agrade. Queremos trabalhar nisso e muitas vez n\u00e3o sobra tempo. Mas em breve teremos novidades sobre isso.<\/p>\n<p><b>sm: Que tipo de ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o voc\u00eas usam para chegar aos f\u00e3s? Twitter, Facebook,blogs? Qual o jeito mais f\u00e1cil para quem quiser acompanhar e saber novidades de voc\u00eas?<\/b><br \/>SB: Sim, a p\u00e1gina \u00e9 simples, mas estamos renovando! www.elmato.com.ar, l\u00e1 est\u00e3o nossos principais links, o <a href=\"http:\/\/www.fotolog.com.br\/dia_delosmuertos\" target=\"_blank\">fotolog<\/a> (no qual se pode ver toda as artes gr\u00e1ficas da banda), o <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/elmatoaunpoliciamotorizado\" target=\"_blank\">myspace<\/a> (para escutar as m\u00fasicas e saber dos shows, o <a href=\"http:\/\/www.fotolog.com.br\/dia_delosmuertos\" target=\"_blank\">facebook<\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.lastfm.es\/music\/El+mat%C3%B3+a+un+Polic%C3%ADa+Motorizado\" target=\"_blank\">last.fm<\/a>.<\/p>\n<p><b>sm: Voc\u00eas s\u00e3o a banda argentina que mais tem se aproximado da nova cena musical brasileira. J\u00e1 tocaram em festivais como o Calango e o Por\u00e3o do Rock. Como observam a cena daqui? Gostam de algum artista brasileiro em especial (independente ou n\u00e3o)? <\/b><br \/>SB: A gente gosta muito da cena da\u00ed. H\u00e1 muitas bandas e um esp\u00edrito muito positivo. Somos f\u00e3s do Superguidis, Autoramas, Macaco Bong, Ordinaria Hit, MQN, entre outras. Al\u00e9m disso, o idioma \u00e9 muito bonito, assim como a mistura cultural de voc\u00eas. Pra gente \u00e9 genial ver a quantidade de festivais, com boas produ\u00e7\u00f5es, dedicados \u00e0 arte independente. Isso \u00e9 algo que falta por aqui na Argentina.<\/p>\n<p><b>sm: \u00c9 poss\u00edvel comparar as cenas independentes dos dois pa\u00edses?<\/b><br \/>SB: Deveria conhecer mais do Brasil, mas sei que o bom da\u00ed \u00e9 que n\u00e3o est\u00e1 tudo t\u00e3o centralizado como acontece na Argentina, onde a grande cena est\u00e1 concentrada em Buenos Aires. Existem \u00f3timas bandas por todo o pa\u00eds, mas n\u00e3o t\u00eam a repercuss\u00e3o de Buenos Aires ou daqueles que conseguem tocar por l\u00e1.<\/p>\n<p><b>sm: E o Rio de Janeiro? O que voc\u00eas est\u00e3o achando de tocar aqui? J\u00e1 esteve na cidade alguma vez?<\/b><br \/>SB: Eu j\u00e1 estive a\u00ed de f\u00e9rias h\u00e1 muitos anos e me pareceu uma cidade incr\u00edvel. Por isso, tocar no Rio agora \u00e9 realmente como um sonho que se torna realidade. Isto \u00e9, se todos chegarmos bem a\u00ed e o avi\u00e3o n\u00e3o terminar na ilha de Lost!!!<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=527\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Maia colocou essa entrevista l\u00e1 no SOBREMUSICA Desde a \u00e9poca em que apresentava o Aleat\u00f3rio, misto de podcast e programa de r\u00e1dio, na Multishow FM, que o El Mat\u00f3 a un Policia Motorizado me chama aten\u00e7\u00e3o. L\u00f3gico, primeiro pelo nome. Depois pelo som. 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