{"id":459,"date":"2009-09-13T22:21:00","date_gmt":"2009-09-13T22:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=459"},"modified":"2009-09-13T22:21:00","modified_gmt":"2009-09-13T22:21:00","slug":"o-mam-precisa-ser-acolhedor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=459","title":{"rendered":"&quot;O MAM precisa ser acolhedor&quot;"},"content":{"rendered":"<p class=\"tituloBox\">Saiu na <a href=\"http:\/\/vejabrasil.abril.com.br\/rio-de-janeiro\/editorial\/e156\/\">VejaRio<\/a> de hoje essa entrevista com Camillo.<\/p>\n<table align=\"center\" border=\"0\" cellpadding=\"2\" cellspacing=\"2\" width=\"120\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<p><span style=\"color: rgb(192, 192, 192);font-size:78%;\" ><span class=\"credito\">Fernando Lemos<\/span><\/span><span class=\"texto\"><br \/>                        <img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/vejabrasil.abril.com.br\/ehoje\/Image\/rio-de-janeiro\/160909\/imagens\/perfil3.jpg\" height=\"200\" width=\"300\" \/><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\" valign=\"top\">\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size:78%;\">Luiz Camillo Osorio: &#8220;A arte \u00e9 um dos melhores produtos do Rio&#8221;<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"texto\"><em>Novo curador do Museu de Arte Moderna (MAM), o professor e cr\u00edtico carioca Luiz Camillo Osorio est\u00e1 determinado a recoloc\u00e1-lo em seu devido lugar. Ou seja, voltar a ser um dos espa\u00e7os mais importantes da cultura brasileira. Ter\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para trabalhar a Cole\u00e7\u00e3o Gilberto Chateaubriand, cedida h\u00e1 dezesseis anos em comodato \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, com 5 000 pe\u00e7as, e o acervo pr\u00f3prio, que re\u00fane 6 000 itens. Economista com doutorado em filosofia na PUC, onde leciona, e formado em hist\u00f3ria da arte pelo Instituto de Arte Contempor\u00e2nea de Londres, Osorio pretende atrair patrocinadores e incrementar a programa\u00e7\u00e3o. &#8220;Vamos articular as v\u00e1rias linguagens para atrair um p\u00fablico, digamos, perif\u00e9rico, de dan\u00e7a, arquitetura, cinema&#8221;, afirma. &#8220;A arte carioca \u00e9 um dos melhores produtos feitos aqui. Temos de estar \u00e0 sua altura.&#8221; Leia a seguir os principais trechos da entrevista do curador a <\/em>VEJA RIO<em>. <\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">O papel<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;O MAM precisa retomar seu papel de discutir a arte contempor\u00e2nea. Todo museu deve ser uma combina\u00e7\u00e3o de escola, por seu car\u00e1ter de forma\u00e7\u00e3o, e laborat\u00f3rio, devido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de experimentar. Tem de combinar a leveza do entretenimento com a atividade intelectual.&#8221; <\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">A curadoria<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;Uma boa curadoria d\u00e1 ao p\u00fablico a possibilidade de dialogar com as pe\u00e7as, pois a arte contempor\u00e2nea pode correr o risco de ser excludente. Al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es em si, ela abre a perspectiva de pesquisar e debater a cole\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">Primeiras medidas<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;Tenho uma agenda a cumprir. A partir de 2011, posso pensar em projetos pr\u00f3prios. Quero convidar pesquisadores capazes de desdobrar seus trabalhos em exposi\u00e7\u00f5es. Um exemplo \u00e9 a tese de doutorado da professora Ana Luiza Nobre, da PUC, sobre arquitetura, arte e design nos anos 50. Pretendo trazer o debate da arquitetura e design aqui para dentro.&#8221;<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">F\u00f3rmula<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;Para conquistar um p\u00fablico fiel \u00e9 preciso criar uma agenda. O ideal \u00e9 que todo ano haja uma exposi\u00e7\u00e3o de um artista moderno morto, como \u00e9 o caso da mostra de Jorge Guinle. Outra boa atra\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica \u00e9 um panorama de um artista vivo consagrado. \u00c9 importante tamb\u00e9m que a programa\u00e7\u00e3o dedique espa\u00e7o a jovens artistas, mais experimentais. Al\u00e9m de manter uma exposi\u00e7\u00e3o permanente do acervo com obras importantes de Tarsila do Amaral a Ant\u00f4nio Dias e Cildo Meireles.&#8221;<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">Mudan\u00e7as<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;O museu precisa ser acolhedor. H\u00e1 poucos lugares para que as pessoas se sentem no MAM. Vou sugerir que o restaurante Laguiole abra uma passagem para a \u00e1rea de exposi\u00e7\u00f5es no 2\u00ba andar. Assim, o visitante poder\u00e1 tomar um caf\u00e9 sem sair do pr\u00e9dio. Pensamos tamb\u00e9m em refazer o site, que pode ser um \u00f3timo instrumento de apresenta\u00e7\u00e3o da casa.&#8221;<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">Aporte financeiro<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;Somos uma institui\u00e7\u00e3o privada com conselho, presidente eleito e que deve se gerir. \u00c9 fundamental ampliarmos nosso quadro de mantenedores. Hoje s\u00e3o apenas dois, Petrobras e Light. S\u00f3 vamos conseguir isso com boas exposi\u00e7\u00f5es, mas para incrementar a agenda precisamos aumentar a capta\u00e7\u00e3o. Uma ideia \u00e9 segmentar os patroc\u00ednios: uma empresa se responsabiliza pela biblioteca, outra pela \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">MAM<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;Trata-se de um lugar privilegiado. Al\u00e9m do baita acervo, ele \u00e9 cercado por jardins de Burle Marx e pela Ba\u00eda de Guanabara. Os museus de arte moderna s\u00e3o vitais. Nossas tr\u00eas concorrentes para sediar a Olimp\u00edada \u2013 Madri, T\u00f3quio e Chicago \u2013 possuem institui\u00e7\u00f5es de ponta.&#8221; <\/span><\/p>\n<p>                          <img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/vejinhas_2002\/imagens\/rotPonto.gif\" height=\"5\" width=\"5\" \/> <span class=\"textoVermelho\">Rio de Janeiro<\/span><br \/>            <span class=\"texto\">&#8220;A cidade est\u00e1 muito acomodada. Ela nunca foi s\u00f3 um balne\u00e1rio e tem de retomar seu papel de polo produtor cultural. Os artistas trabalham aqui, mas suas obras s\u00e3o vendidas fora do estado. Vamos articular as v\u00e1rias linguagens e atrair um p\u00fablico de dan\u00e7a, arquitetura, cinema&#8230; A arte \u00e9 um dos melhores produtos da nossa cidade, e o museu tem de estar \u00e0 sua altura.&#8221;<\/span><\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=459\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiu na VejaRio de hoje essa entrevista com Camillo. Fernando Lemos Luiz Camillo Osorio: &#8220;A arte \u00e9 um dos melhores produtos do Rio&#8221; Novo curador do Museu de Arte Moderna (MAM), o professor e cr\u00edtico carioca Luiz Camillo Osorio est\u00e1 determinado a recoloc\u00e1-lo em seu devido lugar. 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