{"id":435,"date":"2009-09-01T12:32:00","date_gmt":"2009-09-01T12:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=435"},"modified":"2009-09-01T12:32:00","modified_gmt":"2009-09-01T12:32:00","slug":"entre-blog-de-arquitetura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=435","title":{"rendered":"ENTRE &#8211; blog de arquitetura"},"content":{"rendered":"<p><strong style=\"font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);\">O blog <a href=\"http:\/\/www.entre.arq.br\/\">[ENTRE]<\/a> \u00e9 editado pelos estudantes de arquitetura <\/strong><strong style=\"font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);\">[Francesco Perrota Bosch]<\/strong><strong style=\"font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);\"> [Gabriel K. Maia]<\/strong><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"> [Mariana Meneguetti]<\/span><strong style=\"font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);\"> [Valmir Azevedo]. Passando por l\u00e1 agora de manh\u00e3 achei essa <a href=\"http:\/\/www.entre.arq.br\/?p=96\">interessante entrevista<\/a> com a dupla de arquitetos do escrit\u00f3rio BLAC. Seguem alguns trechos &#8230;<br \/><\/strong><\/p>\n<div class=\"meta\"> <\/div>\n<h3 class=\"storytitle\"><a href=\"http:\/\/www.entre.arq.br\/?p=96\" rel=\"bookmark\">BLAC<\/a><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(101, 45, 144);\">[<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.blac.com.br\/');\" href=\"http:\/\/www.blac.com.br\/\" target=\"_blank\">Visite a p\u00e1gina do arquiteto<\/a>] [<a href=\"http:\/\/www.entre.arq.br\/galeria\/blac\/\" target=\"_blank\">Veja a galeria de fotos<\/a>] <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-97\" style=\"margin-left: 3px; margin-right: 8px; margin-bottom: 5px;\" title=\"foto_BLAC\" src=\"http:\/\/www.entre.arq.br\/tmp2\/img\/foto_BLAC.jpg\" alt=\"Ot\u00e1vio Leon\u00eddio e Jo\u00e3o Pedro Backheuser\" width=\"103\" height=\"104\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Depois do expediente do dia 16 de junho, entrevistamos Jo\u00e3o Pedro Backheuser e Otavio Leon\u00eddio, arquitetos que formam o escrit\u00f3rio BLAC \u2013 Backheuser e Leon\u00eddio Arquitetura e Cidade. Na pauta principal da conversa esteve a cidade do Rio de Janeiro e a situa\u00e7\u00e3o atual da arquitetura brasileira, especialmente a carioca. Discutimos sobre a trajet\u00f3ria, a parceria, o escrit\u00f3rio e os projetos. A entrevista tamb\u00e9m se ocupou em debater sobre a import\u00e2ncia do ensino e da cr\u00edtica para a arquitetura. Acima de tudo, foi uma an\u00e1lise preocupada e consciente da situa\u00e7\u00e3o atual da nossa profiss\u00e3o.<br \/><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8230;<\/em><em><\/em><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: rgb(101, 45, 144);\">ENTRE &#8211; Como estamos falando do Rio de Janeiro, o que voc\u00eas acham da arquitetura produzida pelos arqu<\/span><\/strong><em><\/em><strong><span style=\"color: rgb(101, 45, 144);\">itetos cariocas hoje? <\/span><br \/>O. LEON\u00cdDIO<\/strong> &#8211; Apesar de haver exce\u00e7\u00f5es, acho uma desgra\u00e7a. A boa arquitetura n\u00e3o surge do nada, mas de um ambiente prop\u00edcio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Esse ambiente \u00e9 formado pelo que? Por uma escola, um debate, um m\u00e9tier consolidado. \u00c9 um debate com qualifica\u00e7\u00e3o, um ambiente de discuss\u00e3o cr\u00edtica \u2013 e isso n\u00e3o h\u00e1 hoje nem havia quando eu estava na escola de arquitetura.<br \/>&#8230;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: rgb(101, 45, 144);\">ENTRE &#8211; Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o a respeito da Cidade da M\u00fasica em rela\u00e7\u00e3o ao projeto de arquitetura e aos contextos urbano e pol\u00edtico? <\/span><br \/>O. LEON\u00cdDIO<\/strong> &#8211; Pessoalmente, acho que a Cidade da M\u00fasica se viu envolvida numa disputa pol\u00edtico-partid\u00e1ria. A m\u00e1 fama de que ela padece hoje n\u00e3o \u00e9 produto da discuss\u00e3o sobre a arquitetura. O que h\u00e1 \u00e9 uma disputa por poder pol\u00edtico na cidade alimentada especialmente pelo jornal O Globo. Falam que o projeto custou caro. Eu respondo a essa obje\u00e7\u00e3o dizendo que o caro \u00e9 um conceito relativo. Caro, para mim, \u00e9 a Vila dos Jogos Pan-Americanos, um projeto lament\u00e1vel. Considero o projeto arquitet\u00f4nico da Cidade da M\u00fasica extraordin\u00e1rio! Eu poderia discorrer criticamente sobre as virtudes desse projeto, mas ningu\u00e9m parece interessado nessa discuss\u00e3o, nem mesmo os arquitetos! Isso s\u00f3 atesta o buraco em que nossa arquitetura est\u00e1, porque os arquitetos n\u00e3o participam nem qualificam esse debate. A qualidade da arquitetura n\u00e3o faz parte dessa discuss\u00e3o nos jornais. Sim, questiona-se a inser\u00e7\u00e3o urbana, a localiza\u00e7\u00e3o, da Cidade da M\u00fasica. Tive uma discuss\u00e3o com uma pessoa especializada em urbanismo que afirmou que a Cidade da M\u00fasica ficava \u201cmuito longe\u201d. Perguntei: \u201cMuito longe de quem?\u201d Afinal, longe n\u00e3o \u00e9 um dado absoluto. A minha interpreta\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser que ou \u00e9 longe da \u201cminha casa\u201d, ou \u00e9 longe do centro hist\u00f3rico. O que \u00e9 um cacoete de uma vis\u00e3o de cidade segundo a qual o centro metropolitano deve coincidir com o centro hist\u00f3rico. Ora, a metr\u00f3pole do Rio de Janeiro pode ter mais de uma centralidade! Essa cr\u00edtica tamb\u00e9m vem revestida de muito preconceito contra o cidad\u00e3o da Barra. O debate que se instaurou em torno do texto da Ana Luiza Nobre sobre a Cidade da Musica, publicado no blog Posto 12 e no Vitruvius, \u00e9 um debate que se completou com o texto de Jo\u00e3o Masao Kamita sobre essa cr\u00edtica que n\u00e3o v\u00ea na Barra a cidade. Concordo que h\u00e1 problemas e o acesso \u00e0 Barra \u00e9 um deles. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o se faz o acesso por Ve\u00edculo Leve Sobre Trilhos, uma vez que a cidade discute isso h\u00e1 d\u00e9cadas? O canteiro central da Avenida das Am\u00e9ricas comporta isso; em 6 meses estaria feito. A Cidade da M\u00fasica est\u00e1 na conflu\u00eancia de dois principais eixos vi\u00e1rios da Barra, as avenidas das Am\u00e9ricas e a Ayrton Senna: ela tem uma grande centralidade, e uma acessibilidade potencial extraordin\u00e1ria. A obra tamb\u00e9m faz uma leitura inteligente do plano do Lucio Costa, que j\u00e1 via na Barra a possibilidade de um novo Centro Metropolitano. Ali\u00e1s, diferentemente dos ultraconservadores urbanistas brasileiros contempor\u00e2neos, Lucio Costa se interessava pela metr\u00f3pole. Acho que h\u00e1 um preconceito imenso, n\u00e3o s\u00f3 da imprensa, mas tamb\u00e9m dos arquitetos e urbanistas, em achar que a Barra n\u00e3o \u00e9 cidade.<br \/><strong>J. P. BACKHEUSER<\/strong> &#8211; No Rio de Janeiro, a Barra \u00e9 vista como a \u201cn\u00e3o cidade, aquele lugar ao qual nunca quero ir, onde nunca quero morar, aonde vou, no m\u00e1ximo, para desfrutar da praia\u201d. Mas \u00e9 o bairro que mais cresce e, daqui a pouco, ser\u00e1 o melhor lugar para colocar qualquer equipamento, porque ser\u00e1 onde as pessoas estar\u00e3o (de certa maneira j\u00e1 est\u00e3o). Outro ponto \u00e9 que h\u00e1 entre os arquitetos, principalmente, um ran\u00e7o de que a Cidade da M\u00fasica foi projetada por [arquitetos] estrangeiros, que receberiam mais pelo trabalho. Quero que eles recebam 10 vezes mais para que eu possa pedir esse valor tamb\u00e9m! Qualquer cidade que quer ser grande no mundo tem uma boa produ\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica. O projeto tem erros e acertos, mas o importante \u00e9 que a Cidade da M\u00fasica est\u00e1 l\u00e1; existe um edif\u00edcio enorme que est\u00e1 abandonado. Mais irrespons\u00e1vel \u00e9 deixar do jeito que est\u00e1, deixando cair.<br \/><strong>O. LEON\u00cdDIO<\/strong> &#8211; Segundo um ju\u00edzo de valor meu, devo dizer que, juntamente com o hospital do Lel\u00e9, foi o melhor edif\u00edcio feito no Rio de Janeiro desde o Pedregulho e o MAM [Museu de Arte Moderna]. O ponto \u00e9 que n\u00f3s temos duas coisas de peso agora. O que se fez de arquitetura expressiva no Rio de Janeiro, na escala da paisagem da cidade, depois do MAM e do Pedregulho? O MAC est\u00e1 em Niter\u00f3i; n\u00e3o considero que o Samb\u00f3dromo esteja aos p\u00e9s da Cidade da M\u00fasica\u2026 Vamos come\u00e7ar um ros\u00e1rio de lamenta\u00e7\u00f5es, pois vamos citar mais o que? A Cidade do Samba?<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=435\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O blog [ENTRE] \u00e9 editado pelos estudantes de arquitetura [Francesco Perrota Bosch] [Gabriel K. Maia] [Mariana Meneguetti] [Valmir Azevedo]. Passando por l\u00e1 agora de manh\u00e3 achei essa interessante entrevista com a dupla de arquitetos do escrit\u00f3rio BLAC. Seguem alguns trechos &#8230; BLAC [Visite a p\u00e1gina do arquiteto] [Veja a galeria de fotos] Depois do expediente &hellip;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=435\" class=\"more-link\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/435"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/435\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}