{"id":404,"date":"2009-08-10T18:10:00","date_gmt":"2009-08-10T18:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=404"},"modified":"2009-08-10T18:10:00","modified_gmt":"2009-08-10T18:10:00","slug":"estudando-o-voz-e-violao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=404","title":{"rendered":"Estudando o Voz e Viol\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"entry-source-title-parent\">Esse texto do <\/span>de <span class=\"entry-author-name\">Bernardo Mortimer eu peguei l\u00e1 n<\/span><span class=\"entry-source-title-parent\">o blog <a href=\"http:\/\/www.google.com\/reader\/view\/feed\/http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Fsobremusica\" class=\"entry-source-title\" target=\"_blank\">SOBREMUSICA<\/a><\/span> <span class=\"entry-author-name\"><\/span><\/p>\n<div class=\"entry-body\">\n<div>\n<div class=\"item-body\">\n<div>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/lucas_santtana_capacd_sem_nostalgia_web.jpg\"><img src=\"http:\/\/www.sobremusica.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/lucas_santtana_capacd_sem_nostalgia_web.jpg\" alt=\"\" title=\"lucas_santtana_capacd_sem_nostalgia_web\" \/><\/a><\/p>\n<p>O abre-alas Super Viol\u00e3o Mash Up j\u00e1 funciona como carta de inten\u00e7\u00f5es e bula. Pegue um Caymmi de beira-de-praia, um afro-samba de Baden-Powell, um esquema de Jorge Ben (e assim por diante com Gil, Tom Z\u00e9, Novos Baianos) e retalhe tudo at\u00e9 que seja s\u00f3 ritmo (um novo) e baile. Assim como tinha feito com o dub, em Three Sessions In a Greenhouse, com o funk em Parada de Lucas, e mesmo com o ax\u00e9 no j\u00e1 long\u00ednquo Eletro Ben Dod\u00f4, Lucas partiu da dan\u00e7a para ir at\u00e9 o osso e voltar para dan\u00e7a. Assim como Tom Z\u00e9 dissecou o Samba e anos mais tarde a Bossa Nova, Lucas d\u00e1 mais um passo em uma trajet\u00f3ria de estudos multidisciplinares sobre pilares incontest\u00e1veis de cada tempo. Ou, falando s\u00e9rio, desmancha repeti\u00e7\u00f5es pra mostrar que inovar \u00e9 que faz o mundo se mexer com gra\u00e7a e suingue.<\/p>\n<p>Pode chamar de reciclagem, de desconstru\u00e7\u00e3o, ou do que for. Ser\u00e1 tamb\u00e9m um clich\u00ea de cr\u00edtica, assim como existiram os clich\u00eas de dub, funk e ax\u00e9. E h\u00e1 certos clich\u00eas que d\u00e3o conforto tamb\u00e9m, pra n\u00e3o ficar numa de que \u00e9 tudo assombra\u00e7\u00e3o. Lucas n\u00e3o abre m\u00e3o dos seus, aqui e ali. Mas ao bem da verdade, o que mais existe mesmo s\u00e3o os clich\u00eas de voz e viol\u00e3o. Para espanto do alien\u00edgena que der de desembarcar no Brasil do s\u00e9culo XXI, isso aqui virou um pa\u00eds de saraus, de defensores da can\u00e7\u00e3o, de gente a fim de sentar e se abra\u00e7ar a um instrumento e pronto. Da\u00ed a provoca\u00e7\u00e3o ser ainda maior, a sacudida ser ainda mais certeira. Sem a pressa imposta da novidade, mas sem careta pra nada, Sem Nostalgia vem no ano seguinte ao da louva\u00e7\u00e3o a Chega de Saudade com marra de quem quer marcar \u00e9poca.<\/p>\n<p>Era o que faltava. Mesmo. Se a d\u00e9cada \u00e9 multimarcas, isso \u00e9 s\u00f3 detalhe. O disco \u00e9 todo em voz e viol\u00e3o, mas nada nele d\u00e1 pregui\u00e7a. S\u00f3, talvez, a cutucada anti-chatea\u00e7\u00e3o de Amor em Jacum\u00e3, descoberta ali nas quebradas de Dom Um Rom\u00e3o. Mas a\u00ed \u00e9 da boa, n\u00e3o d\u00e1 para explicar, vai ouvir e descobrir. Nada no disco d\u00e1 pregui\u00e7a porque o viol\u00e3o n\u00e3o fica de casal ali deitado eternamente em ber\u00e7o espl\u00eandido, nos bra\u00e7os do artista-compositor-int\u00e9rprete-descobridor-do-brasil.<\/p>\n<p>Trata-se da emancipa\u00e7\u00e3o do viol\u00e3o, que sai pra trabalhar, mostra que tem corpo pra muito mais nos batuques, mostra que fica mais interessante ao se dar com a tecnologia. Ela, que faz hoje ser hoje e n\u00e3o ontem, est\u00e1 nos mais diferentes microfones empregados (que tal um que reproduz uma cabe\u00e7a pra captar o \u00e1udio como os ouvidos humanos o fariam, posicionado na madrugada do Jardim Bot\u00e2nico?), em pedais, em filtros e softwares ou MPC.<\/p>\n<p>Nem na solid\u00e3o do tocador de viol\u00e3o que concentra os olhares na rodinha, Lucas se deixou levar. Se a gera\u00e7\u00e3o \u00e9 de colabora\u00e7\u00e3o e compartilhamento, \u00e9 assim que vai ser. Se ainda tem gente que acha que hoje todo mundo se tranca no quarto fisgado pela tela de um computador, \u00e9 hora de mostrar em que ponto est\u00e3o as conex\u00f5es. Cada faixa tem um time diferente de colaboradores contempor\u00e2neos produzindo pensamento junto, trazendo a bebida e o iPod pra festa ficar de todos. \u00c9 um paulista Curumin e um carioca Jo\u00e3o Brasil. Um baiano em Nova Iorque Arto Lindsay e um outro entrincheirado Gil Monte. A m\u00e3o de Chico Neves (claro, pense em O Dia Em Que Faremos Contato de Lenine e Lado B Lado A do Rappa e me diz se n\u00e3o tem tudo a ver, s\u00f3 que diferente) e a de Berna Ceppas. Uma banda com cheiro do amor. Os ecos de Buguinha, os loops de Rica, o produtor de C\u00e9u (Gustavo Benza), \u00e9 s\u00f3 dizer. A rede t\u00e1 armada, pega o cigarrinho de prefer\u00eancia e ouve s\u00f3 que voc\u00ea vai entender.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a refer\u00eancia a Tom Z\u00e9 l\u00e1 do primeiro par\u00e1grafo n\u00e3o \u00e9 gratuita nem vai gerar ci\u00fames. T\u00e1 tudo em fam\u00edlia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=404\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse texto do de Bernardo Mortimer eu peguei l\u00e1 no blog SOBREMUSICA O abre-alas Super Viol\u00e3o Mash Up j\u00e1 funciona como carta de inten\u00e7\u00f5es e bula. 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