{"id":309,"date":"2009-05-27T01:20:00","date_gmt":"2009-05-27T01:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=309"},"modified":"2009-05-27T01:20:00","modified_gmt":"2009-05-27T01:20:00","slug":"a-fabrica-de-personagens-de-david-lynch","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=309","title":{"rendered":"A f\u00e1brica de personagens de David Lynch"},"content":{"rendered":"<p><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/ShyXdvUcOWI\/AAAAAAAAB34\/vZwuR6_xM4Y\/s1600-h\/Picture+1.png\"><img style=\"cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 339px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/ShyXdvUcOWI\/AAAAAAAAB34\/vZwuR6_xM4Y\/s400\/Picture+1.png\" border=\"0\" alt=\"\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5340309795328768354\" \/><\/a><br \/>Saiu na coluna NA REDE, na Ilustrada da Folha SP de hoje, esse texto da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-weight: normal;\">Fernanda Ezabella.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-weight: normal; \">&#8220;De perto, ningu\u00e9m \u00e9 normal. Ou, numa varia\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do ditado popular: de perto, todo mundo tem um qu\u00ea de personagem de filme de David Lynch. Para quem duvida, \u00e9 s\u00f3 acompanhar os 121 curtas-metragens comissionados pelo diretor norte-americano de \u2018Cidade dos Sonhos\u2019 e \u2018A Estrada Perdida\u2019, que ser\u00e3o postados na internet, um a cada tr\u00eas dias, durante um ano, at\u00e9 junho de 2010.<\/span><\/p>\n<p>O primeiro ser\u00e1 liberado na pr\u00f3xima segunda-feira, inaugurando o <a href=\"http:\/\/www.interviewproject.davidlynch.com\/\">\u2018Interview Project\u2019<\/a>. Segundo o pr\u00f3prio Lynch, os curtas s\u00e3o document\u00e1rios de tr\u00eas a cinco minutos, \u2018retratando americanos comuns e, \u00e0s vezes, bem incomuns, de todo o pa\u00eds\u2019.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie de curtas foi realizada por um time de diretores, liderado pelo filho do cineasta, Austin, e por um misterioso Jason S. A equipe cruzou mais de 30 mil km da Am\u00e9rica profunda, durante 70 dias, para coletar dezenas de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>\u2018\u00c9 um projeto p\u00e9 na estrada, onde as pessoas foram sendo encontradas e entrevistadas\u2019, diz Lynch no v\u00eddeo de apresenta\u00e7\u00e3o do site. \u2018O time achou essas pessoas dirigindo pelas rodovias, indo a bares, em lugares diferentes. \u00c9 t\u00e3o fascinante ver e ouvir essas hist\u00f3rias. \u00c9 uma chance de conhecer essas pessoas, \u00e9 algo humano, que voc\u00ea n\u00e3o pode deixar passar.\u2019<\/p>\n<p>\u2018Como eu me descrevo?\u2019, pergunta uma mulher que teve sua hist\u00f3ria registrada e aparece no v\u00eddeo de apresenta\u00e7\u00e3o. \u2018Quais eram meus sonhos de crian\u00e7a?\u2019, diz outro entrevistado. \u2018Meus planos para o futuro?\u2019, continua um terceiro.<\/p>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-weight: bold;\">Um aperitivo da s\u00e9rie<\/span><\/p>\n<p>Apesar de s\u00f3 come\u00e7ar na semana que vem, tr\u00eas v\u00eddeos j\u00e1 foram liberados, todos com introdu\u00e7\u00e3o de David Lynch. Dois est\u00e3o em tiny.cc\/lynch853. O terceiro pode ser visto em tiny.cc\/lynch210.<\/p>\n<p>Em Bozeman (Montana), a equipe achou Jenny Brown, 17, cujo sonho era ser bailarina. Com sua voz infantil e corpo largo, ela conta que o pai a tratava mal quando crian\u00e7a e que a m\u00e3e tentava proteg\u00ea-la. Imagens dela no sof\u00e1 de casa s\u00e3o intercaladas com cenas de peixes num aqu\u00e1rio e um cachorro branco de tr\u00eas pernas. Anthony \u00e9 o protagonista do segundo curta. Lynch diz que ele foi encontrado andando de bicicleta em Dumas (Arkansas). Sem os dentes da frente, ele faz seu mon\u00f3logo sentado numa cadeira no quintal malcuidado de sua casa, por\u00e9m enfeitado com um an\u00e3o de jardim.<\/p>\n<p>O terceiro v\u00eddeo, que Lynch divulgou em twitter.com\/DAVID_LYNCH, conta a vida do aposentado Sean Freebourn, 62, em Missoula (Montana), cidade natal do diretor.<\/p>\n<p>\u2018Tive c\u00e2ncer e precisei me aposentar\u2019, explica Freebourn. \u2018N\u00e3o fui a nenhum m\u00e9dico. Era uma noite de Ano Novo e eu desabei, fui parar no hospital, fiquei um m\u00eas por l\u00e1.\u2019 Uma c\u00e2mera est\u00e1tica colhe o depoimento do homem de barba branca, sotaque pesado, ao lado de uma cerca capenga. Poderia muito bem ser um personagem de \u2018A Hist\u00f3ria Real\u2019, filme de Lynch que, como outros, se passa numa cidadezinha.&#8221;<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=309\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiu na coluna NA REDE, na Ilustrada da Folha SP de hoje, esse texto da\u00a0Fernanda Ezabella. &#8220;De perto, ningu\u00e9m \u00e9 normal. Ou, numa varia\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do ditado popular: de perto, todo mundo tem um qu\u00ea de personagem de filme de David Lynch. 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