{"id":3069,"date":"2014-05-12T17:43:50","date_gmt":"2014-05-12T17:43:50","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=3069"},"modified":"2014-05-12T17:43:50","modified_gmt":"2014-05-12T17:43:50","slug":"lygia-clark-para-ver-e-sentir-por-eduardo-graca-para-o-valor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=3069","title":{"rendered":"Lygia Clark para ver e sentir Por Eduardo Gra\u00e7a | Para o Valor"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.valor.com.br\/cultura\/3541570\/lygia-clark-para-ver-e-sentir\">l\u00e1 no site do Valor<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lygia_clark_moma.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3070\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lygia_clark_moma.jpg\" alt=\"exposicao da Lygia Clark, no MoMA  cultura  foto: Robert Schwenck\/Divulgacao\" width=\"755\" height=\"988\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lygia_clark_moma.jpg 755w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lygia_clark_moma-229x300.jpg 229w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/lygia_clark_moma-600x785.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 755px) 100vw, 755px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Mostra no MoMA \u00e9 a maior jamais dedicada a um dos nomes centrais do neoconcretismo brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>A redescoberta de Lygia Clark (1920-1988) pelo mercado, que ganhava destaque cada vez maior nos \u00faltimos anos, se consumou no ano passado, quando a tela &#8220;Superf\u00edcie Modulada n\u00ba 4&#8221; foi arrematada por R$ 5,3 milh\u00f5es na Bolsa de Arte de S\u00e3o Paulo, tornando-se a obra de arte mais cara de um artista brasileiro negociada em leil\u00e3o. A expectativa, a partir desta semana, \u00e9 a de o poder de atra\u00e7\u00e3o da artista mineira chegar ao grande p\u00fablico americano. Quase 300 obras representando a trajet\u00f3ria de Lygia, de forma mais ou menos cronol\u00f3gica, estar\u00e3o \u00e0 mostra na maior exposi\u00e7\u00e3o jamais dedicada a um dos nomes centrais do neoconcretismo brasileiro. &#8220;Lygia Clark: O Abandono da Arte, 1948-1988&#8221;, inaugurada neste s\u00e1bado no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), re\u00fane pinturas, desenhos, esculturas e &#8220;objetos relacionais&#8221; e ocupa, at\u00e9 o fim de agosto, metade do sexto andar e toda uma galeria no quarto andar da prestigiosa institui\u00e7\u00e3o de Manhattan.<\/p>\n<p>Quando os curadores come\u00e7aram a pensar na curadoria, levaram em conta que o grande p\u00fablico no Hemisf\u00e9rio Norte ainda desconhece o trabalho da Lygia. &#8220;E os especialistas, em geral, pensam &#8211; e isso quero ressaltar &#8211; que a conhecem com alguma propriedade. O que quer\u00edamos de fato mostrar era a produ\u00e7\u00e3o de uma artista interessada em refletir sobre a transi\u00e7\u00e3o do pensamento moderno para a arte contempor\u00e2nea, de forma singular\u00edssima, a partir da chamada periferia do planeta&#8221;, diz, em \u00f3timo portugu\u00eas, o curador de Arte Latino-Americana do MoMA e respons\u00e1vel pela curadoria da mais recente edi\u00e7\u00e3o da Bienal Internacional de Arte de S\u00e3o Paulo, Luis P\u00e9rez-Oramas, um &#8220;venezuelano com alma de brasileiro&#8221;, como costuma se apresentar aos interlocutores sul-americanos cuja l\u00edngua materna n\u00e3o \u00e9 o castelhano.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, a divis\u00e3o da mostra \u00e9 em temas espec\u00edficos e ela foi pensada com a certeza de que seria &#8220;assumidamente grandiosa, a ser percorrida com calma, voltada para a integra\u00e7\u00e3o do visitante com a obra pl\u00e1stica e, especialmente, por meio de seu aspecto sensorial, bem ao gosto de Lygia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O Abandono da Arte&#8221; \u00e9 fruto da sensibilidade e da dedica\u00e7\u00e3o f\u00edsica e intelectual de P\u00e9rez-Oramas e da principal curadora do Museu Hammer de Los Angeles, Connie Butler, sua parceira na cerzidura da exposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o menos importante foi a participa\u00e7\u00e3o, em cada etapa da constru\u00e7\u00e3o do evento, que inclui ainda uma s\u00e9rie de filmes experimentais a ser apresentados na Cinemateca do MoMA, da fam\u00edlia da artista.<\/p>\n<p>Coube aos herdeiros de Lygia, que morreu em 1988 aos 67 anos, iniciarem, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, um processo minucioso de cataloga\u00e7\u00e3o de toda sua produ\u00e7\u00e3o, fundamental para a revaloriza\u00e7\u00e3o no mercado de obras como a not\u00f3ria s\u00e9rie &#8220;Bicho&#8221;, s\u00edmbolo do processo de transforma\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica em experi\u00eancia de fato corp\u00f3rea, atrelada \u00e0 vida real, na defini\u00e7\u00e3o do poeta e cr\u00edtico Ferreira Gullar.<\/p>\n<p>Um dos destaques da exposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por acaso, \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de 8 metros &#8220;A Casa \u00c9 o Corpo: Penetra\u00e7\u00e3o, Ovula\u00e7\u00e3o, Germina\u00e7\u00e3o, Expuls\u00e3o&#8221;, exposta inicialmente no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio no emblem\u00e1tico ano de 1968 e posteriormente apresentada na Bienal de Veneza. Percorra o simulacro de \u00fatero criado pela artista, deixe-se ser transportado para a escurid\u00e3o, a asfixia, a claustrofobia do labirinto de Lygia, at\u00e9 a libera\u00e7\u00e3o do renascimento ao fim de um percurso em nada previs\u00edvel, e a primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel: a obra de arte criada h\u00e1 47 primaveras \u00e9, no museu povoado por visitantes oriundos de todos os cantos do planeta, ainda uma experi\u00eancia visceral, de tirar o f\u00f4lego do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Mostra deve ser percorrida com calma, voltada para a integra\u00e7\u00e3o do visitante com a obra pl\u00e1stica e por meio de seu aspecto sensorial, recomenda curador do MoMA<\/p>\n<p>&#8220;Um de nossos principais desafios foi o de criar uma exposi\u00e7\u00e3o em que, em muitas galerias, os visitantes n\u00e3o poderiam, por motivos \u00f3bvios, tocar nas telas. Mas em outras, no entanto, eles eram, ao contr\u00e1rio, aconselhados, instigados, convidados a se integrar ao resultado do fazer art\u00edstico, a mexer, a entrar, a se jogar&#8221;, diz Connie Butler, uma das maiores divulgadoras da arte moderna e contempor\u00e2nea brasileiras nos Estados Unidos. &#8220;Nesse sentido, essa \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica para n\u00f3s e para o pr\u00f3prio MoMA aparentemente paradoxal, mas com uma l\u00f3gica muito clara, paralela ao processo de experimenta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria artista e de sua transforma\u00e7\u00e3o no relacionamento com a arte.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m das experi\u00eancias sensoriais participativas, em hor\u00e1rios espec\u00edficos os espectadores poder\u00e3o participar at\u00e9 mesmo de simula\u00e7\u00f5es das pr\u00e1ticas terapeutas incorporadas por Lygia em sua arte. Toda a terceira e \u00faltima parte da exposi\u00e7\u00e3o no sexto andar \u00e9 dedicada a obras cujos objetos &#8211; sacos pl\u00e1sticos, pesadas luvas, pedras, m\u00e1scaras, v\u00e1rios tipos de tecidos &#8211; s\u00e3o manipulados por monitores especialmente treinados para reinterpretar a rela\u00e7\u00e3o entre a psican\u00e1lise e a arte, tema caro \u00e0 artista desde a \u00e9poca em que viveu em Paris at\u00e9 o fim de sua vida.<\/p>\n<p>O visitante \u00e9 convidado a se deitar em um tatame, instalado no piso central da galeria, de onde pode interagir com os objetos criados por Lygia. O batismo da exposi\u00e7\u00e3o &#8211; e a no\u00e7\u00e3o do &#8220;abandono da arte&#8221; &#8211; \u00e9 espelhado de forma mais n\u00edtida em seu momento derradeiro, mas a costura do trajeto proposto pelos curadores se d\u00e1 com base justamente na ideia de que Lygia Clark investigou de forma original\u00edssima o tratamento terap\u00eautico por meio da arte. Em seu primeiro artigo sobre a mostra, o jornal &#8220;The New York Times&#8221; intitulou a descri\u00e7\u00e3o elogiosa de Ken Johnson assim: &#8220;Veja. Sinta. Toque. Cure-se&#8221;.<\/p>\n<p>A aparente \u00eanfase no anticonvencional ao se debru\u00e7ar na obra de Lygia se d\u00e1, curiosamente, no momento em que o MoMA se v\u00ea em meio a uma de suas mais expl\u00edcitas encruzilhadas. Presente na pr\u00e9-abertura de &#8220;O Abandono da Arte&#8221;, Glenn D. Lowry, diretor do museu h\u00e1 duas d\u00e9cadas, enfrenta saraivada de cr\u00edticas por causa do que parte da comunidade art\u00edstica local detecta ser concess\u00e3o demasiada ao gosto do grande p\u00fablico, uma fixa\u00e7\u00e3o pela &#8220;espetaculariza\u00e7\u00e3o&#8221; das mostras e busca desenfreada por mais espa\u00e7o f\u00edsico. A institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 em via de come\u00e7ar sua segunda expans\u00e3o na era Lowry &#8211; \u00e0 custa do vizinho pr\u00e9dio do Museu de Arte Folcl\u00f3rica, demolido no m\u00eas passado &#8211; para aumentar ainda mais o impressionante n\u00famero de quase tr\u00eas milh\u00f5es de visitantes\/ano do MoMA.<\/p>\n<p>No &#8220;New York Times&#8221;, Randy Kennedy escreveu que &#8220;muitos especialistas temem que a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8216;art bay&#8217; na rua 53, com uma ala permanente cruzando o que antes era o espa\u00e7o entre os dois pr\u00e9dios, agora a ser usada como palco de &#8216;eventos espont\u00e2neos&#8217;, com entrada franca no primeiro andar, incluindo uma nova \u00e1rea dedicada exclusivamente para performances, empurrar\u00e1 o museu em velocidade ainda maior para a necessidade de agradar a um gosto mais popular, \u00e0 custa da seriedade e do distanciamento cr\u00edtico da cultura pop que garantiram sua reputa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o chega a surpreender, portanto, o fato de a maioria dos rep\u00f3rteres americanos questionar seguidamente os curadores e Lowry, na abertura para a imprensa da exposi\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 artista brasileira, sobre os reais resultados terap\u00eauticos da experi\u00eancia art\u00edstica de Lygia Clark e suas conex\u00f5es com as tradi\u00e7\u00f5es freudianas ou lacanianas. Ou a rea\u00e7\u00e3o imediata dos curadores em corrigir os que insistiam em nomear os &#8220;objetos relacionais&#8221; de Lygia de &#8220;instala\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O Abandono da Arte&#8221;, no entanto, \u00e9 estruturado de modo n\u00edtido em tr\u00eas grandes temas, quase totalmente independentes uns dos outros: primeiro, as experi\u00eancias da artista com a abstra\u00e7\u00e3o, desde o aprendizado com o paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) nos anos 40; mais tarde, o per\u00edodo do neoconcretismo brasileiro, cujos outros dois nomes mais reconhecidos pelos americanos s\u00e3o os de H\u00e9lio Oiticica (1937-1980) e Lygia Pape (1907-2004); e, por fim, o &#8220;abandono da arte&#8221;, anunciado a partir de 1966, abrangendo as duas \u00faltimas d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o da artista.<\/p>\n<p>Na entrada da exposi\u00e7\u00e3o, os primeiros trabalhos de Lygia, pinturas e desenhos criados entre 1948 a 1959, s\u00e3o marcados pela busca de uma abstra\u00e7\u00e3o tridimensional e a nega\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie plana, com o que os curadores perceberam ser tentativas expl\u00edcitas de di\u00e1logo com precursores da geometria abstrata moderna, como Paul Klee (1879-1940), Fernand L\u00e9ger (1881-1955), Piet Mondrian (1872-1944), Vladimir Tatlin (1885-1953), Max Bill (1908-1944) e Georges Vantongerloo (1886-1965). Entre os destaques, as &#8220;Superf\u00edcies Moduladas&#8221; e os &#8220;Planos em Superf\u00edcies Moduladas&#8221;.<\/p>\n<p>Na sala dedicada ao &#8220;neoconcretismo&#8221; aparecem os trabalhos formais derradeiros da artista, com a maravilha imaginativa dos &#8220;Bichos&#8221; e a s\u00e9rie &#8220;Trepantes&#8221;. Por fim, no &#8220;Abandono da Arte&#8221;, os &#8220;objetos sensoriais&#8221; &#8211; &#8220;Caminhando&#8221;, &#8220;Pedra e Ar&#8221;, &#8220;Respire Comigo&#8221;, &#8220;Di\u00e1logo de M\u00e3os&#8221;, &#8220;M\u00e1scaras Sensoriais&#8221;, &#8220;\u00d3culos&#8221;, &#8220;Di\u00e1logo de \u00d3culos&#8221;, &#8220;Estruturas Vivas&#8221;, &#8220;Rede de El\u00e1sticos&#8221; &#8211; traduzem tanto a crise pessoal de Lygia quanto seu questionamento sobre a utilidade pr\u00e1tica do fazer art\u00edstico. Algumas das cria\u00e7\u00f5es mais radicais do per\u00edodo ser\u00e3o ativadas apenas em ocasi\u00f5es especiais durante a semana, com o monitoramento de funcion\u00e1rios treinados pelo MoMA e o encorajamento de engajar do visitante, incluindo &#8220;Canibalismo&#8221;, &#8220;Viagem&#8221;, &#8220;T\u00fanel&#8221;, &#8220;Baba Antropof\u00e1gica&#8221; e &#8220;Estrutura\u00e7\u00e3o do Self&#8221;.<\/p>\n<p>Todos os passos da mostra s\u00e3o acompanhados pela cineasta e cen\u00f3grafa Daniela Thomas, que prepara um document\u00e1rio produzido por Connie Lopes em parceria com Vanessa Clark, cuja linha narrativa ser\u00e1 dada tanto pelas entrevistas com nomes fundamentais para o entendimento da arte brasileira contempor\u00e2nea como pelas cartas e textos deixados pela pr\u00f3pria Lygia.<\/p>\n<p>&#8220;Ela foi uma das maiores influ\u00eancias em minha carreira e minha gera\u00e7\u00e3o. Filmei toda a prepara\u00e7\u00e3o para a exposi\u00e7\u00e3o, acompanhei o trabalho dos curadores, terei no filme a voz de Paulo Herkenhoff e Gullar. A expectativa dos curadores, da fam\u00edlia e a minha \u00e9 a de que essa exposi\u00e7\u00e3o e o registro audiovisual dela escancarem para o grande p\u00fablico do eixo do Atl\u00e2ntico Norte o que n\u00f3s j\u00e1 sabemos: o tamanho, a dimens\u00e3o, a grandiosidade da obra de Lygia Clark&#8221;, diz Daniela.<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=3069\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>l\u00e1 no site do Valor Mostra no MoMA \u00e9 a maior jamais dedicada a um dos nomes centrais do neoconcretismo brasileiro A redescoberta de Lygia Clark (1920-1988) pelo mercado, que ganhava destaque cada vez maior nos \u00faltimos anos, se consumou no ano passado, quando a tela &#8220;Superf\u00edcie Modulada n\u00ba 4&#8221; foi arrematada por R$ 5,3 &hellip;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=3069\" class=\"more-link\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3069"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3069"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3071,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3069\/revisions\/3071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}