{"id":258,"date":"2009-04-15T10:58:00","date_gmt":"2009-04-15T10:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=258"},"modified":"2009-04-15T10:58:00","modified_gmt":"2009-04-15T10:58:00","slug":"duas-notinhas-no-nyt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=258","title":{"rendered":"Duas notinhas no NYT"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_VPHVt757pfA\/SeN2c0a-yMI\/AAAAAAAAAN4\/uESpfd394bM\/s1600-h\/0407-buzz-nyc-maps.gif\"><img id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5324229421962283202\" style=\"margin: 0px auto 10px; display: block; width: 364px; height: 185px; text-align: center;\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_VPHVt757pfA\/SeN2c0a-yMI\/AAAAAAAAAN4\/uESpfd394bM\/s400\/0407-buzz-nyc-maps.gif\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div><\/p>\n<div align=\"justify\">Roubado do <a href=\"http:\/\/objetosimobjetonao.blogspot.com\/\">blog do Frederico Coelho<\/a>&#8230;<\/p>\n<p>Duas mat\u00e9rias lidas no NYT por acaso (n\u00e3o tenho o h\u00e1bito fren\u00e9tico de leitura dos jornais gringos, confesso) mostraram como o mundo est\u00e1 em uma velocidade estonteante, conectando tudo: comportamento, pol\u00edtica, arte, mercado, poder, cultura e educa\u00e7\u00e3o. Vamos aos papos:<\/p>\n<p>1) Art Babble<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2009\/04\/07\/arts\/design\/07babb.html?ref=global-home\">primeira mat\u00e9ria <\/a>trata de um <a href=\"http:\/\/www.artbabble.org\/\">site <\/a>de v\u00eddeos sobre arte, com entrevistas, conversas, atividades, trabalhos conceituais, divulga\u00e7\u00e3o institucional e encontro de id\u00e9ias. O Art babble foi uma sacada de algumas Institui\u00e7\u00f5es de arte norte-americanas capiteneada pelo Indianapolis museum. O instituo convidou ainda a <a title=\"More articles about New York Public Library\" href=\"http:\/\/topics.nytimes.com\/top\/reference\/timestopics\/organizations\/n\/new_york_public_library\/index.html?inline=nyt-org\">New York Public Library<\/a>, the Smithsonian American Art Museum, the <a title=\"More articles about Los Angeles County Museum of Art\" href=\"http:\/\/topics.nytimes.com\/top\/reference\/timestopics\/organizations\/l\/los_angeles_county_museum_of_art\/index.html?inline=nyt-org\">Los Angeles County Museum of Art<\/a> and e o <a title=\"More articles about San Francisco Museum of Modern Art\" href=\"http:\/\/topics.nytimes.com\/top\/reference\/timestopics\/organizations\/s\/san_francisco_museum_of_modern_art\/index.html?inline=nyt-org\">San Francisco Museum of Modern Art<\/a>.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um site \u00e1gil, claro, did\u00e1tico (para quem fala ingl\u00eas, claro), com uma s\u00e9rie de recursos. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es privadas, investindo na divulga\u00e7\u00e3o de sua mat\u00e9ria-prima: arte e conhecimento est\u00e9tico.<\/p>\n<p>Nem sempre a arte tem como obriga\u00e7\u00e3o refletir ou comentar o cotidiano de um povo. Se n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para uma reflex\u00e3o mais ampla e livre sobre o poder criador de id\u00e9ias do cidad\u00e3o fora da esfera \u201cvalorosa\u201d da pol\u00edtica formal, se a m\u00e1quina de cria\u00e7\u00e3o do artistas nada mais \u00e9 do que uma forma interessada de adquirir capital simb\u00f3lico e financeiro, sites como o Art Babble e manifesta\u00e7\u00f5es como a cria\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.canalcontemporaneo.art.br\/arteemcirculacao\/archives\/001350.html\">Funda\u00e7\u00e3o Daros <\/a>no Rio de Janeiro podem mostrar que mais do que uma atividade \u201calienada\u201d, a arte \u00e9 sim a maneira mais eficiente de fazer com o que o Homem questione o que ouve, o que l\u00ea, o que v\u00ea e o que pensam dele. A educa\u00e7\u00e3o pela pedra. A educa\u00e7\u00e3o pela tela. A educa\u00e7\u00e3o pelo espa\u00e7o. A educa\u00e7\u00e3o pelos sete buracos de sua cabe\u00e7a.<\/div>\n<div align=\"justify\">2) Mapping the Buzz<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2009\/04\/07\/arts\/design\/07buzz.html?_r=1&amp;scp=1&amp;sq=Buzz&amp;st=cse\">segunda mat\u00e9ria <\/a>\u00e9 sobre um estudo feito por ge\u00f3grafos norte-americanos definindo em duas grandes cidades \u2013 NY e LA \u2013 o que eles chamaram de \u201cmapping the buzz\u201d, algo como \u201cmapeando o bochicho\u201d ou \u201cmapeando a muvuca\u201d. O estudo define por c\u00e1lculos de estabelecimentos, freq\u00fcentadores, dinheiro em circula\u00e7\u00e3o, cobertura da imprensa e coment\u00e1rios das cr\u00edticas, um mapa luminoso das artes, do cinema, do teatro, da televis\u00e3o, da m\u00fasica e da moda nessas cidades.<\/p>\n<p>Esse mapas (as imagens que ilustram l\u00e1 em cima esse post e que se acha em <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/interactive\/2009\/04\/06\/arts\/20090407-buzz-maps.html\">gr\u00e1ficos imensos <\/a>na ma\u00b4teira do NYT) segundo a pesquisadora-chefe Elizabeth Currid, servem n\u00e3o s\u00f3 para pesquisas de mercado como para o planejamento estrat\u00e9gico e urban\u00edstico das cidades. Eles ajudam a definir voca\u00e7\u00f5es locais, a estreitar liga\u00e7\u00f5es de bairros e ind\u00fastrias de consumo e entretenimento, a informar caminhos inteligentes de cobrar impostos, de definir abatimentos produtivos ou de incentivar outras formas de ocupa\u00e7\u00e3o urbana nas cidades.<\/p>\n<p>Um mapa como esse \u00e9 fundamental no Rio de Janeiro (al\u00f4 secret\u00e1ria de urbanismo e de cultura!) para entendermos melhor os eixos de produ\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o e aus\u00eancias do Munic\u00edpio e dos poderes p\u00fablicos-privados em geral. O mapa da m\u00fasica, por exemplo, certamente mostraria uma abund\u00e2ncia de luzes e espa\u00e7os no eixo sub\u00farbio-lapa, com um corte abrupto na Zona Sul, onde estariam concentrados certamente 90% dos cinemas e teatros ou 99% das marcas da moda. No centro e Santa Tereza, a voca\u00e7\u00e3o dos ateli\u00eas e dos galp\u00f5es de arte seria equilibrada com a Zona Sul, com praticamente zero por cento dessa atividade nos Sub\u00farbios.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria vale ser lida para vislumbrarmos solu\u00e7\u00f5es inteligentes e pr\u00e1ticas ao se pensar a cidade e suas voca\u00e7\u00f5es antes de se condenar favelas a muros ou sub\u00farbios ao abandono estrat\u00e9gico, antes de entramos em entropia umbilical apenas rodando pela Zona Sul da cidade e abandonando as vastas possibilidades de funcionamento do resto dos bairros e do Rio d&#8217;janira em geral.<\/p>\n<p>O carioca tem que recuperar o direito de circular por TODA a cidade. Essa \u00e9 a verdadeira pol\u00edtica p\u00fablica, para todos. Da ZS para a ZN, da ZN para a ZS, do asfalto pro morro, do morro pro asfalto, do Leme ao pontal, da Penha at\u00e9 a Ilha do Governador, de Benfica ao cais do porto = nonstop. <\/p><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=258\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roubado do blog do Frederico Coelho&#8230; Duas mat\u00e9rias lidas no NYT por acaso (n\u00e3o tenho o h\u00e1bito fren\u00e9tico de leitura dos jornais gringos, confesso) mostraram como o mundo est\u00e1 em uma velocidade estonteante, conectando tudo: comportamento, pol\u00edtica, arte, mercado, poder, cultura e educa\u00e7\u00e3o. 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