{"id":237,"date":"2009-03-31T13:13:00","date_gmt":"2009-03-31T13:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=237"},"modified":"2009-03-31T13:13:00","modified_gmt":"2009-03-31T13:13:00","slug":"romulo-froes-lanca-cd-duplo-no-chao-sem-o-chao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=237","title":{"rendered":"Romulo Fr\u00f3es lan\u00e7a CD duplo &quot;No Ch\u00e3o sem o Ch\u00e3o&quot;"},"content":{"rendered":"<p><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SdIYa05pMcI\/AAAAAAAABtk\/RAAb0rfK_TM\/s1600-h\/capa_romulo_nochao.jpg\"><img style=\"cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 353px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SdIYa05pMcI\/AAAAAAAABtk\/RAAb0rfK_TM\/s400\/capa_romulo_nochao.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5319340959034061250\" \/><\/a><br \/>T\u00e1 l\u00e1 na capa da Ilustrada da Folha de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>01\/04\/2009 &#8211; 08h39<br \/>MARCUS PRETO<br \/>Colabora\u00e7\u00e3o para a Folha<\/p>\n<p>Romulo Fr\u00f3es, 38, nunca se ouviu no r\u00e1dio. Espera o dia em que, andando na rua, v\u00e1 escutar ao acaso a pr\u00f3pria voz saindo das caixas de som de alguma loja, dentro da programa\u00e7\u00e3o normal das emissoras. Apesar disso, &#8220;No Ch\u00e3o sem o Ch\u00e3o&#8221;, CD duplo que ele lan\u00e7a agora, n\u00e3o gasta nenhum dos seus quase 120 minutos tentando facilitar esse caminho. Ao contr\u00e1rio. Nada em suas 33 faixas segue as &#8220;f\u00f3rmulas infal\u00edveis&#8221; das paradas de sucesso.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que constr\u00f3i um dos \u00e1lbuns mais ousados da m\u00fasica brasileira recente, o autor dos j\u00e1 certeiros &#8220;Calado&#8221; (2004) e &#8220;C\u00e3o&#8221; (2006) d\u00e1 um salto art\u00edstico particular inacredit\u00e1vel. &#8220;Este [novo] disco foi muito influenciado por situa\u00e7\u00f5es de shows. Como eu tinha que ser ouvido no palco, pluguei a guitarra. Pelo mesmo motivo, os caras do samba que me acompanhavam antes come\u00e7aram a n\u00e3o ficar mais a fim de tocar comigo. E os do rock se aproximaram.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 os roqueiros. Artistas de v\u00e1rias escolas comparecem no CD, como, entre outros, o pianista Andr\u00e9 Mehmari, o guitarrista Lanny Gordin, o trompetista Bocato, as pastoras da Velha Guarda da Nen\u00ea de Vila Matilde, as cantoras Mariana Aydar e Andreia Dias.<\/p>\n<p>O \u00e1lbum, ali\u00e1s, torna mais impalp\u00e1vel a linha entre o Romulo sambista e o Romulo indie, esp\u00e9cie de dupla personalidade apontada pela cr\u00edtica em trabalhos anteriores. Ele pr\u00f3prio renega os r\u00f3tulos. &#8220;Isso de sambista pegou mal. N\u00e3o tenho nada a ver com resgate de samba de raiz e acharam que eu fazia parte disso&#8221;, conta.<\/p>\n<p>&#8220;Por outro lado, essa no\u00e7\u00e3o mais comum de artista indie tamb\u00e9m n\u00e3o combina comigo&#8221;, continua. &#8220;Todas as minhas influ\u00eancias musicais v\u00eam de dentro do Brasil, de coisas que j\u00e1 foram feitas aqui. O Radiohead n\u00e3o me ensinou absolutamente nada. Nem o Joy Division, que eu amo, nem o New Order.&#8221;<\/p>\n<p>Estranheza<\/p>\n<p>De todo modo, &#8220;No Ch\u00e3o Sem o Ch\u00e3o&#8221; tem menos chances de ser enquadrado na prateleira do samba que na do rock. &#8220;Eu tinha composto uns sambinhas tristes, e os caras colocaram guitarra, baixo e bateria&#8221;, diz, referindo-se aos m\u00fasicos Guilherme Held, Fabio S\u00e1 e Curumin. &#8220;S\u00e3o arranjos de banda em m\u00fasicas que n\u00e3o foram pensadas praquilo. Tem uns solos que parecem n\u00e3o ter muita fun\u00e7\u00e3o, umas guitarras que n\u00e3o acabam mais. Essa coisa estranha me influenciou na composi\u00e7\u00e3o das outras m\u00fasicas.&#8221;<\/p>\n<p>E a estranheza do trabalho n\u00e3o est\u00e1 apenas em seu instrumental. As letras, dos artistas pl\u00e1sticos Clima e Nuno Ramos, colaboram muito para essa sensa\u00e7\u00e3o. Quase sempre herm\u00e9ticas, fazem refer\u00eancias ao samba cl\u00e1ssico de Monsueto a Nelson Cavaquinho e at\u00e9 ao tropicalismo.<\/p>\n<p>D\u00e1 para notar que os letristas jamais entregam o sentido exato do que querem dizer. Como se estivessem pintando telas, preferem deixar que as palavras sugiram imagens ao ouvinte. Como Fr\u00f3es, eles parecem n\u00e3o se importar muito com o que v\u00e3o pensar as esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>NO CH\u00c3O SEM O CH\u00c3O<br \/>Artista: Romulo Fr\u00f3es<br \/>Lan\u00e7amento: YB<br \/>Quanto: R$ 25 (\u00e1lbum duplo)<br \/>Avalia\u00e7\u00e3o: \u00f3timo<\/p>\n<p>Um m\u00eas antes de chegar \u00e0s lojas em sua vers\u00e3o f\u00edsica, o disco <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u543252.shtml\">&#8220;No Ch\u00e3o sem o Ch\u00e3o&#8221;<\/a> j\u00e1 estava dispon\u00edvel para download gratuito em v\u00e1rios blogs dedicados a m\u00fasica brasileira. O \u00e1lbum, no entanto, n\u00e3o vazou. Foi espalhado propositalmente por seu pr\u00f3prio autor.   <\/p>\n<p>&#8220;Para viver de m\u00fasica hoje, eu preciso de um p\u00fablico que queira me ver ao vivo. Para chegar a isso, preciso espalhar meu som&#8221;, avalia Romulo Fr\u00f3es. &#8220;R\u00e1dio e TV n\u00e3o fazem isso. Tenho que aproveitar que a internet faz. \u00c9 minha \u00fanica aliada.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Fulano Sicrano, pseud\u00f4nimo do respons\u00e1vel pelo blog de downloads Um que Tenha (<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.umquetenha.blogspot.com\/\">www.umquetenha.blogspot.com<\/a>), os dois volumes de &#8220;No Ch\u00e3o sem o Ch\u00e3o&#8221; j\u00e1 foram baixados mais de 800 vezes apenas em seu blog. <\/p>\n<p>Romulo diz n\u00e3o temer que os downloads gratuitos se revertam em queda na venda de seu novo discos. &#8220;Posso at\u00e9 vender mais, pois meu nome vai circular. Vai ter gente que baixou o disco, gostou, vai me ver ao vivo por isso e compra o CD no show&#8221;, diz. <\/p>\n<p>&#8220;Nunca um disco meu rendeu tanto coment\u00e1rio antes mesmo de ser lan\u00e7ado, e isso comprova que esses blogs s\u00e3o a melhor forma de um artista nas minhas condi\u00e7\u00f5es divulgar sua m\u00fasica&#8221;, justifica. &#8220;Al\u00e9m do mais, disco j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um objeto comercial nem para o Roberto Carlos. Imagina pra mim.&#8221; <\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=237\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e1 l\u00e1 na capa da Ilustrada da Folha de S\u00e3o Paulo. 01\/04\/2009 &#8211; 08h39MARCUS PRETOColabora\u00e7\u00e3o para a Folha Romulo Fr\u00f3es, 38, nunca se ouviu no r\u00e1dio. 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