{"id":228,"date":"2009-03-26T00:23:00","date_gmt":"2009-03-26T00:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=228"},"modified":"2009-03-26T00:23:00","modified_gmt":"2009-03-26T00:23:00","slug":"e-isso-q-eu-penso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=228","title":{"rendered":"\u00c9 isso q eu penso"},"content":{"rendered":"<p>Gustavo Mini escreveu l\u00e1 no blog dele <span class=\"entry-source-title-parent\"><a href=\"http:\/\/www.google.com\/reader\/view\/feed\/http%3A%2F%2Fwww.oesquema.com.br%2Fconector%2Ffeed%2F\" class=\"entry-source-title\" target=\"_blank\">Conector<\/a><\/span><\/p>\n<h2 class=\"entry-title\"><a class=\"entry-title-link\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.oesquema.com.br\/conector\/2009\/03\/25\/a-mente-os-protocolos-da-cultura-digital-2\/\">A mente &amp; os protocolos da cultura digital (2)<\/a><\/h2>\n<div class=\"entry-body\">\n<div>\n<div class=\"item-body\">\n<div>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.oesquema.com.br\/conector\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/girafa.jpg\"><img loading=\"lazy\" title=\"girafa\" src=\"http:\/\/www.oesquema.com.br\/conector\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/girafa.jpg\" alt=\"\" height=\"500\" width=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p>Se o ser humano se reprograma por repeti\u00e7\u00e3o e contexto, o acesso di\u00e1rio (repeti\u00e7\u00e3o) no Twitter ou no Facebook (contexto) sem d\u00favida deixa marcas na mente. N\u00e3o vou nem entrar no assunto do c\u00e9rebro, a neuroplastia e muito menos criar ex\u00f3ticos sub-fact\u00f3ides dizendo que quem acessa o Twitter todos os dias s\u00f3 vai saber se expressar em at\u00e9 140 caracteres, mas com certeza estamos vivenciando algum tipo de troca entre nossa mente e as interfaces que utilizamos de forma mais intensa.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da identidade do indiv\u00edduo pr\u00e9 era digital n\u00e3o se limitava, obviamente, a suas atividades psicol\u00f3gicas e sempre incluiu rela\u00e7\u00e3o com objetos e aparelhos. Mas quando um n\u00famero consider\u00e1vel de horas da nossa semana \u00e9 passada preenchendo pequenos formul\u00e1rios ou tentando condensar nossos dramas e com\u00e9dias em mensagens r\u00e1pidas entremeadas de gifs animados dentro de caixinhas flutuantes e piscantes, precisamos admitir que estamos transformando nossas narrativas internas em experi\u00eancias vivas de transmedia storytelling.<\/p>\n<p>Isso implica na lenta constru\u00e7\u00e3o de um novo alfabeto psicol\u00f3gico, mais complexo, espalhado, fragmentado e, acima de tudo, ligado a interfaces que nos levam a narrar nossos pensamentos e sentimentos de uma forma ainda n\u00e3o experimentada na hist\u00f3ria humana. N\u00e3o \u00e9 raro, por exemplo, uma discuss\u00e3o entre casal ou uma conversa entre amigos come\u00e7ar ao vivo, continuar por email, atravessar uma tarde no msn (entrecortada por uma s\u00e9rie de outras atividades) e se desenvolver em frases cifradas de Fotolog ou mensagens de SMS.<\/p>\n<p>Para fazer o eixo narrativo desse papo ter sentido (se \u00e9 que algum dia ele fez ou vai fazer), \u00e9 preciso preciso saber comunicar o que voc\u00ea est\u00e1 sentindo ou pensando em meia d\u00fazia diferente de linguagens (o que acaba configurando uma \u00fanica linguagem fragmentada e flu\u00edda). Nesse contexto, um m\u00edsero gif animado condensado em alguns pixels pode comunicar uma montanha de sentimentos complexos &#8211; com maior ou menos sucesso, dependendo da conex\u00e3o entre as duas pessoas. Aquele smile estava sorrindo com alegria genu\u00edna ou com o mais puro sarcasmo? Quem decide?<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.oesquema.com.br\/conector\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/d71c67b951e21.jpg\"><img loading=\"lazy\" title=\"d71c67b951e21\" src=\"http:\/\/www.oesquema.com.br\/conector\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/d71c67b951e21.jpg\" alt=\"\" height=\"415\" width=\"336\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favida que a maior parte das pessoas est\u00e1 desenvolvendo um novo talento (o MIT chama de New Media Literacies) ao disparar em um \u00fanico dia uma d\u00fazia de mensagens de SMS para pessoas diferentes com diferentes conte\u00fados, tons e significados, todos dentro de um frame muito rigoroso formado por um n\u00famero limitado de caracteres e uma interface gr\u00e1fica ainda bastante rudimentar. No fundo, estamos aprendendo a tirar leite de pedra e n\u00e3o \u00e9 pra menos que tanto rolo aconte\u00e7a devido a mal entendidos em scraps e comments por a\u00ed na vida.<\/p>\n<p>T\u00e1, mas e da\u00ed? N\u00e3o sei. Continuo no pr\u00f3ximo post.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=228\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gustavo Mini escreveu l\u00e1 no blog dele Conector A mente &amp; os protocolos da cultura digital (2) Se o ser humano se reprograma por repeti\u00e7\u00e3o e contexto, o acesso di\u00e1rio (repeti\u00e7\u00e3o) no Twitter ou no Facebook (contexto) sem d\u00favida deixa marcas na mente. 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