{"id":2116,"date":"2013-04-19T00:30:01","date_gmt":"2013-04-19T00:30:01","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=2116"},"modified":"2013-04-19T00:30:01","modified_gmt":"2013-04-19T00:30:01","slug":"gpny-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=2116","title":{"rendered":"GP\/NY #1"},"content":{"rendered":"<p>Gustavo Prado \u00e9 o correspondente do blog em Nova Iorque. Tem saudade do mar, da pedra do Arpoador, da moqueca no\u00a0Bira, dos amigos. Mas n\u00e3o troca por nada a paz do ateli\u00ea no Brooklyn, os shows, os livros baratos e a melhor programa\u00e7\u00e3o de arte do planeta. Artista formado no celeiro do Parque Lage, participou do Rumos, tem trabalhos na Cole\u00e7\u00e3o Gilberto Chateaubriand &#8211; MAM-RJ, e foi um dos enviados pela Funarte para representar a nova produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea no Ano do Brasil na Fran\u00e7a. Em paralelo as suas contribui\u00e7\u00f5es para o b\u00aeog, publica um pouco do que tem visto e lido no site www.nyartstudies.tumblr.com. Gustavo tamb\u00e9m \u00e9 o CEO do coletivo CAJU, grupo de artistas e designers baseado no Brooklin que cria estampas para o mercado de moda, livros de arte e arquitetura e otras cosas mas. Abaixo a primeira colabora\u00e7\u00e3o do Gustavo GP\/NY para o b\u00aeog.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2117\" alt=\"5\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/5-673x1024.jpg\" width=\"545\" height=\"829\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/5-673x1024.jpg 673w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/5-197x300.jpg 197w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/5-600x912.jpg 600w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/5.jpg 925w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2118\" alt=\"6\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/6-451x1024.jpg\" width=\"451\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/6-451x1024.jpg 451w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/6-132x300.jpg 132w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2119\" alt=\"1\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/1.jpg\" width=\"545\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/1.jpg 600w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2120\" alt=\"2\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/2-673x1024.jpg\" width=\"545\" height=\"829\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/2-673x1024.jpg 673w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/2-197x300.jpg 197w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/2-600x912.jpg 600w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/2.jpg 925w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2121\" alt=\"3\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/3-673x1024.jpg\" width=\"545\" height=\"829\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/3-673x1024.jpg 673w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/3-197x300.jpg 197w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/3-600x912.jpg 600w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/3.jpg 925w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2122\" alt=\"4\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/4-673x1024.jpg\" width=\"545\" height=\"829\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/4-673x1024.jpg 673w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/4-197x300.jpg 197w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/4-600x912.jpg 600w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/4.jpg 1063w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong> Navios passando no escuro<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Paul Graham e as ruas de Nova Iorque<\/p>\n<p>A cada dia estamos mais anestesiados e indiferentes \u00e0 experi\u00eancia do que nos cerca ou caminha ao nosso lado. At\u00e9 mesmo a oportunidade de estar diante de uma obra de arte tem de ser intermediada por uma tela, por uma lente. Quando esticamos nossos celulares para fotografar o que est\u00e1 diante de n\u00f3s, n\u00e3o estamos menos interessados em observar do que inclinados a colecionar e contar ao nosso grupo de contatos o que alegamos ter visto? Mais do que a experi\u00eancia, queremos o fragmento, o \u00edcone. Assim, a ordem ou hierarquia da nossa percep\u00e7\u00e3o parece invertida, o que buscamos hoje \u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o do que enxergamos a uma certa mem\u00f3ria ou acervo. E realizar as expectativas de um p\u00fablico invis\u00edvel, saciar nosso desejo de aprova\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o, contabilizar dezenas do mais est\u00e9ril ju\u00edzo est\u00e9tico poss\u00edvel: curtir ou n\u00e3o curtir? Eis a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, mais do que criticar o atual artificialismo dessa forma de perceber, cabe considerar um dos maiores desafios para artistas e suas obras &#8211; sobretudo, fotogr\u00e1ficas &#8211; na rela\u00e7\u00e3o com um p\u00fablico cuja forma de ver se tornou formatada, ou indiferente. O quanto nossa disponibilidade para a experi\u00eancia de obras em fotografia, ou o reconhecimento de seu valor art\u00edstico e intensidade po\u00e9tica, parece dilu\u00eddo por uma torrente infinita de fotos \u2013 que jorram do encontro entre Iphone, Facebook e Instagram.<\/p>\n<p>Em mais um ciclo de uma sempre bem vida democratiza\u00e7\u00e3o da figura do fot\u00f3grafo, no qual todos nos tornamos fl\u00e2neurs a degustar belos acidentes est\u00e9ticos, as placas tect\u00f4nicas que sustentam uma topologia da fotografia se moveram. Em arte contempor\u00e2nea, a c\u00e2mera vem sendo paulatinamente devotada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de obras mais conceituais, pelo exame e cole\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es de um fen\u00f4meno que se repete, ou no registro de imagens altamente encenadas. A busca pela fr\u00e1gil expressividade do instante foi trocada por narrativas mais incisivas &#8211; muitas vezes mais relacionadas \u00e0 dan\u00e7a, \u00e0 pintura, ao teatro, ou \u00e0 literatura &#8211; do que interessada em utilizar a autonomia da fotografia com sua linguagem e estilo constitu\u00eddos, cujo in\u00edcio se confunde com a pr\u00f3pria modernidade.<\/p>\n<p>Ao se percorrer uma lista dos trabalhos hoje considerados como marcos \u00f3bvios da produ\u00e7\u00e3o das \u00faltimas d\u00e9cadas, fica ainda mais claro qual tem sido o papel da fotografia. Cindy Sherman \u00e9 ao mesmo tempo modelo e retratista, e tem na fotografia o meio para nos tornar confessores de suas \u00edntimas e in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es de identidade. Jeff Wall constr\u00f3i cenas que transformam nossa forma de observar um evento, testando nossa cren\u00e7a de que tudo que est\u00e1 representado ocupa seu pr\u00f3prio e real lugar. Seria o instante fotogr\u00e1fico garantia de verossimilhan\u00e7a? Andreas Gursky toma dist\u00e2ncia para nos dar a chance de enxergar nosso mundo super populoso, transbordando de polui\u00e7\u00e3o visual travestida de informa\u00e7\u00e3o, para poder alienar de um dado contexto a mera abstra\u00e7\u00e3o. Sophie Calle nos leva por seus esfor\u00e7os de cruzar a vida com a arte, e a c\u00e2mera \u00e9 testemunha de seus di\u00e1logos e encontros com estranhos. Ou seriam personagens? Marina Abramovic usa seu corpo como forma de testar os pap\u00e9is arquet\u00edpicos do artista e do p\u00fablico, contando com a foto para servir de mem\u00f3ria das suas explora\u00e7\u00f5es e dos riscos tomados. Mesmo o uso da fotografia como base para a explora\u00e7\u00e3o dos contrastes extremos entre imagem e representa\u00e7\u00e3o, como no caso de artistas como Gerhard Richter, \u00e9 mais largamente considerado.<\/p>\n<p>Com o perd\u00e3o de tantas generaliza\u00e7\u00f5es, \u00e9 inevit\u00e1vel reconhecer tal infal\u00edvel dire\u00e7\u00e3o, ao perceber que at\u00e9 o trabalho de uma grande fot\u00f3grafa como Nan Goldin, no caso de sua recente exposi\u00e7\u00e3o Scopophilia, sugere amparar a fotografia na hist\u00f3ria da arte, tornando o olhar do fot\u00f3grafo um ato de apropria\u00e7\u00e3o, mais do que mero testemunho, indicando que, mais do que se relacionar com o real, ele seleciona o que dele fotografar contaminado pelo c\u00e2none. Ao justapor, na montagem daquela exposi\u00e7\u00e3o, fotos de quadros do acervo do Louvre a uma sele\u00e7\u00e3o de fotografias retiradas de toda sua carreira; ela oferece mais um exemplo da submiss\u00e3o dos recursos fotogr\u00e1ficos a uma opera\u00e7\u00e3o predominantemente anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Sem que haja aqui qualquer interesse por apontar um dem\u00e9rito em tantas obras fundamentais de t\u00e3o importantes artistas, ou em convocar todos para qualquer saudosismo em rela\u00e7\u00e3o a uma \u00e9poca dourada da fotografia, o que queremos \u00e9 perguntar o que poderia fazer com que o fot\u00f3grafo voltasse a documentar o cotidiano? Diante de uma atra\u00e7\u00e3o gravitacional t\u00e3o forte em outra dire\u00e7\u00e3o? Como algu\u00e9m caminhando pelas ruas com apenas sua c\u00e2mera e olhos escolados, poderia hoje ser considerado um artista, ao inv\u00e9s de um foto-jornalista? O que lhe livraria de parecer t\u00e3o antiquado quanto um pintor de cavalete diante de uma paisagem? Quantos artistas contempor\u00e2neos poderiam ser vistos como fot\u00f3grafos, ao inv\u00e9s de artistas que usam a fotografia para o registro e documenta\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es que extrapolam o interesse pelo meio?<\/p>\n<p>A resposta mais eloq\u00fcente poss\u00edvel veio pela for\u00e7a, e sob a forma, da obra de Paul Graham, que em 2012 recebeu o pr\u00eamio Hasselblad (o equivalente em fotografia ao Pritzker em arquitetura), e grandes elogios da cr\u00edtica por sua exposi\u00e7\u00e3o na Pace Gallery de Nova Iorque. Graham \u00e9 um fot\u00f3grafo ingl\u00eas que, em quase quarenta anos de carreira, alcan\u00e7ou enorme brilhantismo ao renovar a tradi\u00e7\u00e3o que remonta a pioneiros como Jacob Riis, e, principalmente, ao transformar o legado deixado pelos grupos \u201cNew Documents,\u201d e \u201cNew Topographics,\u201d compostos por grandes fot\u00f3grafos dos anos 60 e 70, como Diane Arbus. Numa entrevista a Richard Woodward em 2007, ao ser perguntado sobre a diferen\u00e7a entre o que faz e fotojornalismo, ele n\u00e3o s\u00f3 nos d\u00e1 uma resposta ao mesmo tempo l\u00facida e po\u00e9tica, como tamb\u00e9m oferece um vislumbre do que mais tarde se tornou um dos grandes temas de sua exposi\u00e7\u00e3o na Pace: \u201cEu n\u00e3o quero fingir que sou \u00edntimo de algu\u00e9m que conheci h\u00e1 apenas cinco minutos. Eu aceito e abra\u00e7o que muito na vida \u00e9 como navios passando no escuro. O mundo \u00e9 feito de 99.9% de estranhos.\u201d<\/p>\n<p>Sob o t\u00edtulo de \u201cThe Present,\u201d a exposi\u00e7\u00e3o na Pace Gallery \u00e9 feita desses estranhos. As fotos em grande formato, sempre em duplas, os mostram andando, e s\u00e3o quase sempre postas pr\u00f3ximas ao ch\u00e3o, para nos dar a sensa\u00e7\u00e3o de que dividimos a rua com seus retratados. A c\u00e2mera est\u00e1 fixa, apenas o foco se move de uma pessoa para a outra. Mas \u00e9 esse simples recurso, e o intervalo entre cliques, o suficiente para nos oferecer uma experi\u00eancia avassaladora sobre o que hoje significa observar.<\/p>\n<p>Algumas das escolhas feitas pelo artista tornam ainda mais precisa a descri\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia que temos em nosso habitat \u2013 a grande cidade. Nesses retratos, cujos personagens est\u00e3o sempre alheios \u00e0 c\u00e2mera, ele nos mostra lado a lado, plenos de nossas t\u00e3o \u00f3bvias quanto definitivas diferen\u00e7as de ra\u00e7a, g\u00eanero, classe, religi\u00e3o. Parece estudar como negociamos o espa\u00e7o, como nos projetamos sobre a paisagem e uns sobre os outros. Na rapidez com que tudo isso acontece, apenas a c\u00e2mera, em simbiose com o olho do fot\u00f3grafo, \u00e9 capaz de aprisionar a vida em seu pr\u00f3prio ritmo. \u00c9, talvez, como se pudesse avan\u00e7ar mais r\u00e1pido dentro do futuro e voltasse para nos explicar o funcionamento de tudo &#8211; enquanto ainda acontece. Pois, n\u00f3s que pertencemos \u00e0s mesmas engrenagens do tempo e do espa\u00e7o que correm nas ruas, n\u00e3o somos capazes de tomar a distancia necess\u00e1ria para compreender como estamos integrados; e como refletimos nossa passagem sobre a cidade e obtemos dela as nossas marcas. Precisamos que a fotografia de Paul Graham, em toda sua simplicidade e empirismo, venha ao nosso aux\u00edlio e nos mostre.<\/p>\n<p>\u201cThe Present\u201d \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o sobre pessoas que, mesmo t\u00e3o diferentes, s\u00e3o jogadas juntas na veloz e torrencial corrente da vida na grande metr\u00f3pole. Nos chamando a aten\u00e7\u00e3o para o quanto estamos auto-centrados e indiferentes ao fato de que h\u00e1 outros caminhos, tramas, destinos concomitantes ao nosso. Um alerta que vai na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 mensagem contida em tantos filmes que assistimos, que nos despertam o impulso desesperado de sermos sempre protagonistas e nos tornam cada vez mais incapazes de perceber qu\u00e3o fr\u00e1gil e desimportante \u00e9 nosso pr\u00f3prio senso de dire\u00e7\u00e3o, ao lado de tantos outros, t\u00e3o diferentes e ao mesmo tempo t\u00e3o apavoradoramente parecidos com o nosso.<\/p>\n<p>As fotos de Paul Graham, alem de resguardar um lugar para a fotografia em meio \u00e0 maravilhosa &#8211; mas em alguns momentos diluidora &#8211; opul\u00eancia da arte hoje, faz uso de seus princ\u00edpios mais permanentes para nos ensinar a ter mais empatia. Experi\u00eancia t\u00e3o necess\u00e1ria quanto constante no que h\u00e1 de melhor na hist\u00f3ria da arte, talvez por ser ao mesmo tempo t\u00e3o poderosa quanto a base para uma sociedade mais justa e democr\u00e1tica. Se formos capazes de ter mais empatia, seremos tamb\u00e9m mais solid\u00e1rios, mais dispostos a reconhecer, pelas nossas diferen\u00e7as, a import\u00e2ncia de nos comprometer com a\u00e7\u00f5es conjuntas que gerem mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>A fotografia de Paul Graham nos lembra do quanto temos a aprender com as ruas de Nova Iorque.<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=2116\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gustavo Prado \u00e9 o correspondente do blog em Nova Iorque. Tem saudade do mar, da pedra do Arpoador, da moqueca no\u00a0Bira, dos amigos. 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