{"id":1413,"date":"2012-08-01T23:27:17","date_gmt":"2012-08-01T23:27:17","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=1413"},"modified":"2012-08-01T23:27:17","modified_gmt":"2012-08-01T23:27:17","slug":"curso-modernismo-e-modernidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=1413","title":{"rendered":"CURSO \u201cMODERNISMO E MODERNIDADES\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ims.uol.com.br\/Programacao\/D1063\">T\u00e1 l\u00e1 no site do IMS.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/pampulha.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1414\" title=\"pampulha\" src=\"https:\/\/archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/pampulha.jpeg\" alt=\"\" width=\"427\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/pampulha.jpeg 427w, https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/pampulha-300x163.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 427px) 100vw, 427px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>CURSO \u201cMODERNISMO E MODERNIDADES\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es a partir do dia 2 de agosto, na recep\u00e7\u00e3o do IMS-RJ<\/p>\n<p>Datas do curso: de 23 de agosto a 20 de setembro (sempre \u00e0s quintas-feiras, duas aulas por dia)<\/p>\n<p>Hor\u00e1rios: das 19h \u00e0s 21h<\/p>\n<p>Valores: R$ 400 (inteira)\/ R$ 200 (estudantes).<\/p>\n<p>Aulas avulsas: R$ 100 (por aula)\/ R$ 50 (estudantes)<\/p>\n<p>Instituto Moreira Salles \u2013 Rio de Janeiro<\/p>\n<p>Rua Marqu\u00eas de S\u00e3o Vicente, 476, G\u00e1vea<\/p>\n<p>Tel.: (21) 3284-7400\/ (21) 3206-2500<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em nove d\u00e9cadas, muito se pensou e se escreveu sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, seus artistas e suas obras. Aos poucos, o rep\u00fadio inicial foi dando lugar \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o e \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o definitiva do termo modernismo e de tudo o que foi ligado a ele. Com o objetivo de fazer um balan\u00e7o sobre a influ\u00eancia modernista em diversas artes \u2013 literatura, m\u00fasica, artes pl\u00e1sticas e arquitetura \u2013, o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro organiza o curso Modernismo e Modernidades, que tem in\u00edcio no dia 23 de agosto. As aulas s\u00e3o sempre \u00e0s quintas-feiras (duas por dia), das 19h \u00e0s 21h, e v\u00e3o at\u00e9 20 de setembro. As inscri\u00e7\u00f5es devem ser feitas no IMS-RJ a partir do dia 2 de agosto (quinta-feira). Valor: R$ 400. Aulas avulsas: R$ 100. Concep\u00e7\u00e3o de Eucana\u00e3 Ferraz e Eduardo Coelho. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre as aulas e os professores abaixo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>23\/08 \u2013 LITERATURA<\/strong><\/p>\n<p><strong>A brasilidade modernista, com Eduardo Jardim de Moraes (professor dos departamentos de Filosofia e de Letras da PUC\u2013Rio).<\/strong><\/p>\n<p>Os principais pontos do ide\u00e1rio modernista, relativos \u00e0 literatura e \u00e0s artes em geral, foram tratados por M\u00e1rio de Andrade. Ser\u00e1 discutida a presen\u00e7a na obra do escritor de dois \u201ctempos\u201d do modernismo, nos anos 1920, cada um deles contendo uma vis\u00e3o do processo de moderniza\u00e7\u00e3o da cultura nacional: o primeiro defendeu uma solu\u00e7\u00e3o \u201cimediatista\u201d, enquanto o segundo exigiu a defini\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os espec\u00edficos da cultura brasileira. Em seguida, ser\u00e1 assinalada a concep\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio de Andrade do elemento nacional. Para o escritor, ele seria definido por uma via anal\u00edtica, que operaria o recenseamento dos tra\u00e7os da cultura popular e folcl\u00f3rica. A esse respeito, ser\u00e3o abordados tr\u00eas temas: a especificidade das manifesta\u00e7\u00f5es culturais brasileiras, o conceito de unidade cultural e o de tempo da brasilidade.<\/p>\n<p><strong>A poesia dos anos 1930: Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, com Murilo Marcondes de Moura (professor de literatura brasileira da USP).<\/strong><\/p>\n<p>A aula focalizar\u00e1 o ano de 1930, data fundamental para a poesia brasileira, com a publica\u00e7\u00e3o de Libertinagem, primeiro livro propriamente modernista de Manuel Bandeira, e as estreias de Drummond (Alguma poesia) e Murilo Mendes (Poemas). Qual foi a novidade da poesia dos anos 1930 em rela\u00e7\u00e3o ao momento anterior, \u00e0 chamada fase heroica do modernismo brasileiro? Tomando por base tal quest\u00e3o, ser\u00e3o abordadas as obras desses tr\u00eas poetas, que sintetizaram o que a l\u00edrica brasileira p\u00f4de realizar de melhor, tanto no que diz respeito \u00e0s exig\u00eancias est\u00e9ticas das vanguardas hist\u00f3ricas, quanto ao impulso de participa\u00e7\u00e3o nos problemas do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>30\/08 \u2013 M\u00daSICA<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Confrontos modernos: Carlos Gomes e Villa-Lobos, com Jorge Coli (professor livre-docente e titular de hist\u00f3ria da arte e da cultura na Unicamp).<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Gomes e Villa-Lobos foram os dois compositores brasileiros que se projetaram solidamente no campo internacional. Ambos encarnaram um esp\u00edrito brasileiro, tanto para seus compatriotas quanto para o p\u00fablico estrangeiro. A cria\u00e7\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o da obra desses dois mestres conduzem a perceber paralelismos e converg\u00eancias entre ambos. No entanto, os modernos, grupo ao qual Villa-Lobos se ligou, recusavam Carlos Gomes como \u201cpassadista\u201d, e n\u00e3o reconheciam nele qualquer legitimidade \u201cbrasileira\u201d. Essa aula tentar\u00e1 mostrar o quanto esses movimentos de aproxima\u00e7\u00e3o e de afastamento permitem compreender aspectos cruciais dos constructos nacionalistas que, atravessando as rupturas, mais aparentes que verdadeiras, permanecem n\u00e3o s\u00f3 como for\u00e7a de inven\u00e7\u00e3o art\u00edstica, mas ainda de fic\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p><strong>Villa-Lobos e a m\u00fasica popular, com Paulo Arag\u00e3o (arranjador e pesquisador)<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a da m\u00fasica popular urbana do Rio de Janeiro \u00e9 uma constante na obra de Heitor Villa-Lobos. Por outro lado, ele marcou profundamente a obra dos principais compositores da m\u00fasica popular brasileira do s\u00e9culo XX. Essas inter-rela\u00e7\u00f5es ser\u00e3o discutidas por meio de uma audi\u00e7\u00e3o comentada. Ser\u00e3o analisados diversos excertos de pe\u00e7as de Villa-Lobos em que a presen\u00e7a popular se evidencia, seja em cita\u00e7\u00f5es literais de obras de compositores como Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros, seja em melodias ou desenhos r\u00edtmicos notadamente inspirados em recursos t\u00edpicos do ambiente popular. Ser\u00e3o ouvidos trechos de alguns choros, quartetos de cordas e pe\u00e7as de m\u00fasica de c\u00e2mara de Villa-Lobos, e ser\u00e1 discutida a maneira como o compositor utilizava esse material musical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>06\/09 \u2013 ARTES PL\u00c1STICAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ambi\u00e7\u00f5es e limites do projeto modernista nas artes pl\u00e1sticas, com Carlos Z\u00edlio (artista pl\u00e1stico).<\/strong><\/p>\n<p>A aula abordar\u00e1 o modernismo nas artes pl\u00e1sticas, situando seus principais objetivos, como a constru\u00e7\u00e3o de uma arte capaz de se demarcar no conjunto da produ\u00e7\u00e3o internacional pelo que seria sua dimens\u00e3o de brasilidade. Nesse sentido, ser\u00e3o estabelecidos referenciais te\u00f3ricos para a compreens\u00e3o dessa quest\u00e3o no \u00e2mbito da hist\u00f3ria da arte. Tendo em vista o problema da identidade brasileira e as conota\u00e7\u00f5es que o seu significado tomou no per\u00edodo compreendido entre 1922 e 1945, ser\u00e3o analisadas as tr\u00eas possibilidades elaboradas para essa opera\u00e7\u00e3o de brasilidade por meio das obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari. Por fim, ser\u00e3o pensadas as ambi\u00e7\u00f5es e as possibilidades do modernismo como projeto de afirma\u00e7\u00e3o cultural brasileiro.<\/p>\n<p><strong>A originalidade do concretismo carioca, com Luiz Camillo Os\u00f3rio (cr\u00edtico de arte e professor do Departamento de Filosofia da PUC\u2013Rio).<\/strong><\/p>\n<p>A aula discutir\u00e1 o momento de forma\u00e7\u00e3o do grupo concreto carioca, ainda no final da d\u00e9cada de 1940, e sua contribui\u00e7\u00e3o na constitui\u00e7\u00e3o de uma segunda modernidade brasileira. Ser\u00e3o destacadas duas caracter\u00edsticas determinantes: o espa\u00e7o de encontro do grupo inicial \u2014 constitu\u00eddo por Almir Mavigner, Abraham Palatnik, Ivan Serpa e M\u00e1rio Pedrosa \u2014, no Hospital Psiqui\u00e1trico do Engenho de Dentro, e a influ\u00eancia indireta de Alexander Calder, principalmente por meio das cr\u00edticas de M\u00e1rio Pedrosa. Por um lado, o embate com a pot\u00eancia expressiva crua dos internos obrigava os jovens artistas a reverem procedimentos po\u00e9ticos, descolados das conven\u00e7\u00f5es tradicionais. Por outro, pelos m\u00f3biles de Calder, assumia-se a forma pl\u00e1stica como um ativador l\u00fadico do olhar, o que redefinia o modo de ser do espectador. A partir dessas duas redefini\u00e7\u00f5es, preparou-se o terreno para a fertiliza\u00e7\u00e3o da novidade neoconcreta no final da d\u00e9cada seguinte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>13\/09 \u2013 ARQUITETURA<\/strong><\/p>\n<p><strong>A \u201cguerra-santa\u201d da arquitetura, com Roberto Conduru (professor de hist\u00f3ria e teoria da arte no Instituto de Artes da UERJ).<\/strong><\/p>\n<p>A aula abordar\u00e1 a arquitetura entre as d\u00e9cadas de 1920 e 1940, quando vigorou, no Brasil, uma pluralidade de teorias e formas, variando desde a arquitetura de cunho acad\u00eamico, o dito ecletismo, e sua renova\u00e7\u00e3o, o movimento em prol de uma arquitetura tradicional brasileira, mais conhecido como neocolonial, at\u00e9 os desdobramentos locais das vanguardas art\u00edsticas e do movimento moderno. Essas diverg\u00eancias, formuladas por meio de textos, exposi\u00e7\u00f5es, projetos e obras arquitet\u00f4nicas, geraram intensos embates entre os campos e mesmo dentro deles. Ser\u00e3o destacados, nesse encontro, nomes como Jos\u00e9 Marianno Filho, Gregori Warchavchik, Lucio Costa, Rino Levi, Luiz Nunes e Oscar Niemeyer, que estiveram \u00e0 frente de disputas travadas tanto pelo controle dos espa\u00e7os institucionais quanto pelo dom\u00ednio na configura\u00e7\u00e3o de valores como tradi\u00e7\u00e3o, moderno e nacional. Processo que acabou reconfigurando a paisagem urbana, assim como o ensino, a cr\u00edtica e a hist\u00f3ria da arquitetura no Brasil.<\/p>\n<p><strong>De Pampulha a Brasilia \u2013 vers\u00f5es e invers\u00f5es da arquitetura moderna no Brasil, com Ana Luiza Nobre (arquiteta, professora do curso de arquitetura e urbanismo da PUC-Rio).<\/strong><\/p>\n<p>A aula ser\u00e1 uma introdu\u00e7\u00e3o aos caminhos tomados pela arquitetura no Brasil ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade, com \u00eanfase no imediato p\u00f3s-Segunda Guerra, justamente o per\u00edodo entre a implanta\u00e7\u00e3o do conjunto da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer em Belo Horizonte, nos anos 1940, e a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, inaugurada em 1960, segundo o Plano Piloto de Lucio Costa. Ser\u00e1 feita uma apresenta\u00e7\u00e3o dos projetos e das obras mais significativos do per\u00edodo \u2014 destacando-se a atua\u00e7\u00e3o decisiva de Affonso Eduardo Reidy, Sergio Bernardes e os irm\u00e3os MM Roberto \u2014, e ser\u00e3o abordadas suas eventuais rela\u00e7\u00f5es com o contexto internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>20\/09 \u2013 O MODERNO DEPOIS DO MODERNISMO<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Tropic\u00e1lia e a refunda\u00e7\u00e3o do modernismo brasileiro, com Frederico Coelho (pesquisador, ensa\u00edsta e professor de literatura e artes c\u00eanicas da PUC\u2013Rio)<\/strong><\/p>\n<p>A partir das principais obras e declara\u00e7\u00f5es de artistas e intelectuais ligados ao movimento tropicalista de 1967-1968, a aula analisar\u00e1 a presen\u00e7a fundamental dos escritos de autores modernistas \u2014 especificamente Oswald de Andrade e, em menor medida, M\u00e1rio de Andrade \u2014 na formula\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas e das ideias de m\u00fasicos, cineastas, escritores e artistas visuais do per\u00edodo abordado. Ao apresentarmos a trajet\u00f3ria do pensamento modernista entre as movimenta\u00e7\u00f5es culturais brasileiras que des\u00e1guam na Tropic\u00e1lia, apontaremos as diferentes apropria\u00e7\u00f5es do pensamento antropof\u00e1gico de Oswald e sua difus\u00e3o renovadora e inventiva por uma cultura urbana de massas em franca expans\u00e3o no per\u00edodo do regime militar.<\/p>\n<p><strong>P\u00f3s-moderno e p\u00f3s-modernismo em quest\u00e3o, com Evando Nascimento (professor universit\u00e1rio, pesquisador e escritor).<\/strong><\/p>\n<p>Decorridas tr\u00eas d\u00e9cadas da publica\u00e7\u00e3o do livro A condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna, de Jean-Fran\u00e7ois Lyotard, \u00e9 importante rever em parte as discuss\u00f5es que possibilitaram o surgimento de um novo campo de discuss\u00f5es nomeado como \u201cp\u00f3s-moderno\u201d. Ao mesmo tempo, importa fazer uma compara\u00e7\u00e3o com o \u201cp\u00f3s-modernismo\u201d, categoria que se refere mais explicitamente ao modernismo hist\u00f3rico, ou seja, aquele que emergiu em diversos pa\u00edses a partir das primeiras vanguardas do s\u00e9culo XX. Trata-se de uma apresenta\u00e7\u00e3o geral do problema, com uma visada te\u00f3rica e cr\u00edtica. Do ponto de vista te\u00f3rico, ser\u00e3o referidos nomes como os de Lyotard, Linda Huntcheon e Octavio Paz. Do ponto de vista cr\u00edtico, ser\u00e3o discutidos os trabalhos de H\u00e9lio Oiticica e de Andy Warhol (artes pl\u00e1sticas), de Jo\u00e3o Gilberto Noll e de Ana Cristina Cesar (literatura) e de Wim Wenders e de Wong Kar-Wai (cinema).<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=1413\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e1 l\u00e1 no site do IMS. 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