{"id":130,"date":"2008-11-02T16:45:00","date_gmt":"2008-11-02T16:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=130"},"modified":"2008-11-02T16:45:00","modified_gmt":"2008-11-02T16:45:00","slug":"esta-bienal-reflete-a-arte-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=130","title":{"rendered":"Esta Bienal&#8230; reflete a arte contempor\u00e2nea?"},"content":{"rendered":"<p><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SQ3aUFCFn5I\/AAAAAAAABac\/AJLSEGIljzc\/s1600-h\/rivane_neuenschwander.jpg\"><img style=\"cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SQ3aUFCFn5I\/AAAAAAAABac\/AJLSEGIljzc\/s400\/rivane_neuenschwander.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5264103577949151122\" \/><\/a><br \/><span style=\"font-weight:bold;\">Talvez a 28.\u00aa edi\u00e7\u00e3o seja espelho da debilidade da institui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da expressividade do circuito<\/span><\/p>\n<p>A gente entra; e de imediato se indaga, constrangida: a &#8220;isto&#8221; se viu reduzida a Bienal de S\u00e3o Paulo? Mas \u00e9 bom que se saiba: a indig\u00eancia presente na Bienal de v\u00e1rias maneiras e que vimos na noite de abertura n\u00e3o reflete a arte contempor\u00e2nea. Ela \u00e9 antes espelho da debilidade de uma institui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de fazer simp\u00f3sios ou semin\u00e1rios sobre o assunto. Tamb\u00e9m entendemos que a Bienal n\u00e3o \u00e9 festival de artes em geral. Em S\u00e3o Paulo, a oferta de espet\u00e1culos de dan\u00e7a, m\u00fasica e teatro \u00e9 imensa o ano todo e teria sido desnecess\u00e1rio o que se despendeu ocupando o espa\u00e7o com essas atividades.<\/p>\n<p>Quando se viaja ao exterior e se v\u00eaem exposi\u00e7\u00f5es marcantes de artistas em grandes museus como a Tate Modern, em Londres, ou em Viena, no Ludwig Museum, ou em Nova York no MoMA ou Whitney, s\u00f3 para citar alguns, damo-nos conta do que est\u00e1 se passando em arte contempor\u00e2nea. Como ao visitar uma Documenta de Kassel, por exemplo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as grandes feiras internacionais de arte nos passam uma imagem viva da efervesc\u00eancia do meio art\u00edstico, seja com as obras expostas, ou com semin\u00e1rios que realizam.<\/p>\n<p>Se entre n\u00f3s o problema foi falta de verba que caberia \u00e0 presid\u00eancia da Bienal providenciar, essa presid\u00eancia est\u00e1 no lugar equivocado, pois essa \u00e9 a sua compet\u00eancia. Se a escolha do curador foi tardia, a responsabilidade \u00e9 da institui\u00e7\u00e3o e da curadoria que aceitou, assim como a proposta e suas limita\u00e7\u00f5es, pela simples necessidade de v\u00ea-la aprovada por falta de tempo para executar ou conceber outro projeto.<\/p>\n<p>At\u00e9 detalhes paralelos \u00e0 &#8220;proposta&#8221; de Ivo Mesquita podem ser critic\u00e1veis. Como a apresenta\u00e7\u00e3o de &#8220;documentos da Bienal&#8221;, pois afinal, o Arquivo Wanda Svevo sempre esteve aberto a pesquisadores e n\u00e3o precisava ter sido deslocado para o terceiro andar nem facilitar o manuseio de cat\u00e1logos raros por parte de qualquer visitante sob risco de perda ou vandalismo.<\/p>\n<p>Tentemos falar claro. Esta Bienal parece antes preconceituosa &#8211; em sua preocupa\u00e7\u00e3o em n\u00e3o mostrar artistas de outras tend\u00eancias, mas apenas aqueles rigorosamente conceituais . Afinal, para citar apenas um jovem artista brasileiro e um do jet set, as imagens poderosas de um Henrique Oliveira acaso foram cogitadas? Um Damien Hirst, artista h\u00e1 20 anos &#8220;estrela&#8221; no meio internacional, n\u00e3o seria interessante ter sido apresentado? A arte chinesa de hoje (e mesmo a coreana !), espanto em grandiloq\u00fc\u00eancia, mas sem d\u00favida um fen\u00f4meno das artes visuais de nossos dias, e atual &#8220;darling&#8221; de museus e centros culturais de todo o mundo ocidental, por que n\u00e3o est\u00e1 presente? Na linha de &#8220;happenings&#8221;, por que n\u00e3o pensar nos 40 anos depois do Grupo &#8220;actionista&#8221; de Viena, do qual fizeram parte Schwartzkogler e Gunther Brus, perform\u00e1ticos e violentos em suas manifesta\u00e7\u00f5es e express\u00f5es ao vivo e em v\u00eddeo? O Ludwig Museum de Viena comemorou com grande exposi\u00e7\u00e3o em junho-julho \u00faltimo essa documenta\u00e7\u00e3o forte, embora os jovens de hoje raramente saibam que existiu e creio que pouco se comovessem ao ver esses documentos. A arte tamb\u00e9m envelhece. Mas, enfim, h\u00e1 tantas vertentes das artes visuais no mundo que a p\u00e1lida 28\u00aa Bienal pode passar ao visitante incauto a falsa impress\u00e3o de que nada mais ocorre na \u00e1rea. Ou, que n\u00e3o h\u00e1 nada de outros tempos que bem valeria um gesto generoso por parte do &#8220;Conselh\u00e3o&#8221; ou Comiss\u00e3o (?) da Bienal em aprovar, recomendar e levantar fundos para sua apresenta\u00e7\u00e3o. Afinal, repetimos, fortunas n\u00e3o nos faltam em particular neste Estado. E temos em mente que presidir uma Bienal de S\u00e3o Paulo, ou candidatar-se a esse cargo, pressup\u00f5e minimamente s\u00e9ria responsabilidade.<\/p>\n<p>Mas, ou se apresenta evento digno dessa tradi\u00e7\u00e3o &#8211; Bienal de S\u00e3o Paulo &#8211; ou se reformula a exist\u00eancia ou freq\u00fc\u00eancia do evento, como sugerimos h\u00e1 mais de 30 anos em simp\u00f3sio latino-americano ocorrido aqui na Bienal mesmo para que ela se transforme em trienal ou quadrienal. Embora nossos profissionais, enquanto curadoria, sejam dignos de respeito, nada mal se em bienais alternadas tiv\u00e9ssemos curadores convidados de outros pa\u00edses, do mais elevado n\u00edvel, para formar e diversificar as equipes que se formam no Parque do Ibirapuera.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o se pertence ao c\u00edrculo fechado do &#8220;Conselh\u00e3o&#8221;, ou dos que decidem o que entra e o que n\u00e3o entra -, pois estamos distantes da organiza\u00e7\u00e3o por parte dos pa\u00edses convidados para que tragam seus artistas indicados pela curadoria da Bienal &#8211; nunca ser\u00e1 veiculado quais os que foram convidados e n\u00e3o compareceram, por recusa, ou porque n\u00e3o houve or\u00e7amento poss\u00edvel.<\/p>\n<p>No terceiro andar, sem d\u00favida o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o os m\u00f3veis de marcenaria de mesas, cadeiras e bancos, que seriam muito bem-vindos em centros culturais sem recursos ou mesmo em creches de nossos bairros mais carentes, segundo observou Ana Maria Belluzzo.<\/p>\n<p>Como descobrir uma proposta interessante da f\u00e9rtil Rivane Neuenschwander em meio \u00e0s mesmices expostas, como as reprodu\u00e7\u00f5es nas paredes ou pap\u00e9is em vitrines que dificilmente despertam nossa aten\u00e7\u00e3o? Referimo-nos \u00e0 monotonia da arte conceitual, a nos recordar das ma\u00e7antes exposi\u00e7\u00f5es de galerias dos anos 70 em Nova York (&#8220;como s\u00e3o chatas!&#8221;, nos dizia H\u00e9lio Oiticica, s\u00f3 para citar um nome respeitado em nosso meio). Naquele tempo, s\u00f3 de penetrar numa dessas galerias, dar uma olhada \u00e0s pranchas penduradas com palavr\u00f3rios mil e c\u00e1lculos matem\u00e1ticos j\u00e1 era suficiente para nos expelir do recinto.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixamos de notar o ass\u00e9dio curioso de uma obra por parte do p\u00fablico que ocasionou a \u00fanica longa fila que vimos no dia da abertura &#8211; a possibilidade de penetrar no tobog\u00e3 do belga Carsten H\u00f6ller &#8211; para poder usufruir da adrenalina na queda vertiginosa. Na verdade, esse trabalho, de verdadeira intera\u00e7\u00e3o com os visitantes, talvez seja o \u00fanico da Bienal a alcan\u00e7ar a escala de bienais passadas em termos de expectativa: &#8220;Quero ir \u00e0 Bienal para ver tal trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>Allan McCollum, uma raridade igualmente, parece ter trazido, com seu envio, aquilo que eu consideraria um &#8220;trabalho para um espa\u00e7o de Bienal&#8221;.<\/p>\n<p>Por isso me pergunto, espantada diante do que est\u00e1 exposto, como preparar visitas guiadas de escolares? Como explicar &#8220;artes visuais contempor\u00e2neas&#8221; a um p\u00fablico infantil ou adolescente nesta Bienal? Ou, como justificar a exist\u00eancia das Bienais? <\/p>\n<p>Convenhamos: como ouvir tranq\u00fcilamente que \u00e9 &#8220;genial&#8221; o piso geom\u00e9trico de Dora Longo Bahia, que deve ter sido de dif\u00edcil implanta\u00e7\u00e3o, por certo, para seus auxiliares, com desenhos a nos lembrar azulejos hidr\u00e1ulicos magnificados, ou de inspira\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica? <\/p>\n<p>Na verdade, ao ver a diminuta pe\u00e7a de Iran do Esp\u00edrito Santo, parece que esta Bienal, salvo exce\u00e7\u00f5es, pelo teor das propostas, parece feita de presen\u00e7as antes para a elite freq\u00fcentadora de galerias do que baseada numa concep\u00e7\u00e3o considerando o grande publico. O que significa isso?<\/p>\n<p>Significa que num evento &#8220;bienal&#8221;, &#8220;trienal&#8221;, em particular num pa\u00eds como o Brasil, de extrema desigualdade social e educacional, os espa\u00e7os, a cidade, as obras e os visitantes devem ser pensados em termos interativos, como alvo de motiva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apenas de exibi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Assim foi o prop\u00f3sito, a meu ver, que ocasionou a vinda da Guernica (em 1953-54), da sala Mondrian, da sala Picasso, da sala Van Gogh, do pop norte-americano j\u00e1 em meados dos anos 60, e de tantas outras salas especiais, como a dos artistas modernos e modernistas da Bienal da Antropofagia. Ou mesmo da Bienal da Grande Tela, sob a curadoria de Sheila Leirner, em 1985, ao trazer-nos a nova pintura dos anos 80. Claro que o Brasil mudou, e nossos museus e centros culturais idem. Assim, temos tido grandes exposi\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos 10-12 anos. Mas quem sabe os tempos agora ficar\u00e3o mais magros e teremos que batalhar por novas oportunidades?<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que eu vi na abertura da Bienal? Muita &#8220;arte de processo&#8221;, tend\u00eancia t\u00edpica dos anos 70, ou simulacros, como uma pseudoloja de rua reproduzida no interior da Bienal (Chaveiro, de Paul Ramirez Jonas), pseudogr\u00e1fica com impress\u00e3o de jornais (Erick Beltr\u00e1n), folhetos conceituais humorosos (ou n\u00e3o), e por vezes criativos, como sempre s\u00e3o distribu\u00eddos nas Bienais ao longo do tempo; entre v\u00eddeos modestamente dispostos, ao largo do circuito &#8220;nobre&#8221; do espa\u00e7o, como alternativa para eventual outra visita do apreciador.<\/p>\n<p>Melhor n\u00e3o mencionarmos a museografia, a organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o desta Bienal. Nem h\u00e1 etiquetas dos autores dos trabalhos em suas proximidades. Talvez entendam os curadores que os folhetos com mapas impressos sejam suficientes&#8230; N\u00e3o o s\u00e3o. Passa uma id\u00e9ia de descaso para com o visitante, de falta de tempo para os &#8220;finalmente&#8221; do evento. <\/p>\n<p>O que \u00e9 o &#8220;espa\u00e7o vazio&#8221; da Bienal? Pr\u00e9dios e habita\u00e7\u00f5es vazias em nossos tempos s\u00e3o um convite certo \u00e0 &#8220;invas\u00e3o&#8221;. Se n\u00e3o ocorre &#8220;ocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, vamos ocup\u00e1-los. Assim pensaram visitantes de um museu, cujo diretor, na d\u00e9cada de 80, deixou o espa\u00e7o vago para motivar a popula\u00e7\u00e3o, numa cidade no sul da Fran\u00e7a, a ocup\u00e1-lo com objetos e obras que traziam de casa. Mas acontece que hoje vivemos em tempos bem mais agressivos.<\/p>\n<p>Colocar como alvo de admira\u00e7\u00e3o o espa\u00e7o concebido por Niemeyer, e que usufru\u00edmos h\u00e1 mais de 50 anos, poderia ser projeto para uma Bienal de Arquitetura de S\u00e3o Paulo. Mas esta \u00e9 a 28\u00aa Bienal. Assim, n\u00e3o tem sentido, e mesmo a defini\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o pela curadoria parece-nos equivocada se n\u00e3o for de humor (?) d\u00fabio (*). Assinala falta de id\u00e9ia, de concep\u00e7\u00e3o, de tempo, de or\u00e7amento. Ou tudo junto. Se o desejado \u00e9 a pol\u00eamica sobre a provoca\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o o objetivo foi alcan\u00e7ado. Mas o &#8220;void&#8221;, com certeza, \u00e9 uma omiss\u00e3o. Nada tem de rebeldia. E se o curador da Bienal, Ivo Mesquita, aceitou os termos da presid\u00eancia, as regras do jogo, quando aceitou, n\u00e3o se pode dizer apenas que &#8220;salvou&#8221; a Bienal por ter ela sido realizada em menos de um ano. Pode-se ser mais incisivo: dizer que ele &#8220;quebrou o galho&#8221; para a atual presid\u00eancia. E certamente poder\u00e1 at\u00e9 ser elaborado um catalogo bil\u00edng\u00fce pleno de textos sobre a filosofia da arte de nosso tempo.<\/p>\n<p>Na verdade, h\u00e1 algo de cinismo murmurado, reconhecido e vivenciado no meio art\u00edstico contempor\u00e2neo. O conceitual \u00e9 bem imaterial, mas aqueles que sobrevivem vendem, ou viajam a convite para expor suas cria\u00e7\u00f5es. A pr\u00f3pria cr\u00edtica, as curadorias, a m\u00eddia, o sistema de galerias e museus, todos enfim contribu\u00edmos amplamente para esse fim, apesar do que se publica em v\u00e1rios pa\u00edses sobre esse fen\u00f4meno. Isso se deve ao fato de se escrever, em geral em literatura pouco acess\u00edvel ou pedante, sobre obras sem nenhum ou parco valor, para um p\u00fablico reduzido que acredita erroneamente que quanto mais herm\u00e9tico mais elevado.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 certo que a cria\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea \u00e9 um instante de tr\u00e2nsito, entre o passado e o futuro, pois como prever qual ser\u00e1 exatamente o tipo de express\u00e3o visual dentro em pouco com os avan\u00e7os da nanotecnologia, da internet, do papel eletr\u00f4nico ou da fotografia digital, que influenciar\u00e3o v\u00e1rias formas de manifesta\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>*No folheto distribu\u00eddo ao p\u00fablico \u00e9 definido esse espa\u00e7o e sua concep\u00e7\u00e3o: &#8220;2.\u00ba andar: Planta Livre &#8211; Ao contr\u00e1rio das bienais anteriores, que transformaram todo o interior do pavilh\u00e3o modernista em salas de exposi\u00e7\u00e3o, desta vez o segundo andar est\u00e1 completamente aberto, revelando sua estrutura e oferecendo ao visitante uma experi\u00eancia f\u00edsica da arquitetura do edif\u00edcio. O termo ?planta livre? refere-se ao conceito criado por Le Corbusier, em 1926, para definir um dos cinco princ\u00edpios da nova arquitetura.&#8221;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">Aracy Amaral \u00e9 cr\u00edtica e historiadora de arte<\/span><\/p>\n<p>o texto acima foi publicado no jornal o Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Servi\u00e7o<br \/>28.\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo &#8211; Em Vivo Contato. Funda\u00e7\u00e3o Bienal. Av. Pedro \u00c1lvares Cabral, s\/n.\u00ba, Parque do Ibirapuera, port\u00e3o 3, 5576-7600. 3.\u00aa a dom., 10 h\/ 22 h. Gr\u00e1tis. At\u00e9 6\/12. site: www.28bienalsaopaulo.org.br<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=130\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez a 28.\u00aa edi\u00e7\u00e3o seja espelho da debilidade da institui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da expressividade do circuito A gente entra; e de imediato se indaga, constrangida: a &#8220;isto&#8221; se viu reduzida a Bienal de S\u00e3o Paulo? 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