{"id":116,"date":"2008-10-14T18:53:00","date_gmt":"2008-10-14T18:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=116"},"modified":"2008-10-14T18:53:00","modified_gmt":"2008-10-14T18:53:00","slug":"cildo-meireles-na-tate-modern-em-londres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=116","title":{"rendered":"Cildo Meireles na Tate Modern em Londres"},"content":{"rendered":"<p><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SPTrQDtTGuI\/AAAAAAAABXw\/uvPF7PfIRdI\/s1600-h\/cildo_meireles_babel.jpg\"><img style=\"cursor:pointer; cursor:hand;\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_YCtMPf2Ld4Q\/SPTrQDtTGuI\/AAAAAAAABXw\/uvPF7PfIRdI\/s400\/cildo_meireles_babel.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5257085326153947874\" \/><\/a><br \/>saiu na <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u455440.shtml\">Folha de Sp de ontem<\/a> essa mat\u00e9ria do Mario Gioia:<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.tate.org.uk\/modern\/\">Tate Modern<\/a>, um dos mais importantes museus do mundo, abre suas espa\u00e7osas galerias em Londres para abrigar 80 obras de Cildo Meireles, nome-chave das artes pl\u00e1sticas no Brasil que tem ganhado cada vez mais espa\u00e7o no circuito internacional.<\/p>\n<p>Elas ser\u00e3o expostas no museu a partir de hoje (para convidados) e permanecem at\u00e9 11 de janeiro no local.<\/p>\n<p>&#8220;O pessoal do museu \u00e9 muito profissional, eles est\u00e3o desenvolvendo essa mostra desde 2003. Quando recebi a visita deles em meu ateli\u00ea [em Botafogo, zona sul do Rio], foi engra\u00e7ado, eles pareciam conhecer mais minha obra do que eu mesmo&#8221;, disse Cildo Meireles \u00e0 Folha, por telefone, da Tate, onde cuidava dos \u00faltimos ajustes na montagem da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O espanhol Vicente Todoli, diretor do museu, assina a curadoria da mostra, auxiliado pelo cr\u00edtico brit\u00e2nico Guy Brett, co-curador e um dos grandes especialistas em arte brasileira no mundo. Amy Dickson \u00e9 a curadora-assistente. &#8220;Cildo Meireles&#8221; n\u00e3o vai se restringir a Londres: seu roteiro inclui Barcelona, Houston, Los Angeles e Toronto. &#8220;O Brasil ficou fora, \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o muito cara&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>A mostra tem como foco principal oito instala\u00e7\u00f5es de grande porte. Elas sintetizam a obra de forte carga conceitual de Cildo, que, com grande habilidade, consegue envolver o espectador com trabalhos de apelo sensorial.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de &#8220;Atrav\u00e9s&#8221;, cuja terceira vers\u00e3o est\u00e1 em car\u00e1ter permanente no Centro de Arte Contempor\u00e2nea Inhotim, em Brumadinho (MG), que faz com que o p\u00fablico caminhe sobre um ch\u00e3o forrado de vidro e pontuado por diversas barreiras (grades, cercas e at\u00e9 uma cortina de banheiro). Ou &#8220;Babel&#8221;, coluna formada por centenas de aparelhos de r\u00e1dio dos mais diversos tipos, sintonizados em diferentes esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m estar\u00e3o presentes instala\u00e7\u00f5es de tom pol\u00edtico, outra caracter\u00edstica da obra do artista. &#8220;Miss\u00e3o\/Miss\u00f5es&#8221; utiliza 600 mil moedas, 800 h\u00f3stias e 2.000 ossos compondo um ambiente que remete \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Sua leitura pol\u00edtica se relaciona aos massacres empreendidos contra ind\u00edgenas nas miss\u00f5es sul-americanas e contra outras popula\u00e7\u00f5es nativas em diferentes momentos da hist\u00f3ria. A Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 criticada por suas iniciativas de acultura\u00e7\u00e3o empreendidas na Am\u00e9rica e em outros continentes por religiosos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e3o exibidas as instala\u00e7\u00f5es &#8220;Desvio para o Vermelho&#8221;, &#8220;Eureka\/Blindhotland&#8221;, &#8220;Cruzeiro do Sul&#8221;, &#8220;Vol\u00e1til&#8221; e &#8220;Fontes&#8221;, al\u00e9m de s\u00e9ries de menor porte, como os desenhos &#8220;Ocupa\u00e7\u00f5es&#8221; e &#8220;Volumes Virtuais&#8221;, desenvolvidos por Cildo no come\u00e7o de sua carreira, no final dos anos 60.<\/p>\n<p>&#8220;Vejo a mostra como uma antologia, n\u00e3o como uma retrospectiva, j\u00e1 que obras recentes, como &#8220;Marulho&#8221;, n\u00e3o entraram. As instala\u00e7\u00f5es sofreram poucas altera\u00e7\u00f5es, est\u00e3o bem de acordo com o que j\u00e1 foi apresentado outras vezes&#8221;, diz o artista.<\/p>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=116\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>saiu na Folha de Sp de ontem essa mat\u00e9ria do Mario Gioia: A Tate Modern, um dos mais importantes museus do mundo, abre suas espa\u00e7osas galerias em Londres para abrigar 80 obras de Cildo Meireles, nome-chave das artes pl\u00e1sticas no Brasil que tem ganhado cada vez mais espa\u00e7o no circuito internacional. 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