{"id":1056,"date":"2011-06-16T18:45:00","date_gmt":"2011-06-16T18:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/raulmourao.com\/blog\/?p=1056"},"modified":"2013-03-21T05:32:06","modified_gmt":"2013-03-21T05:32:06","slug":"fc-4-um-labirinto-em-cada-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=1056","title":{"rendered":"FC\/RIO #4 &#8211; Um labirinto em cada p\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Nosso correspondente local Frederico Coelho est\u00e1 revoltado porque perdeu o show da Sharon Jones na \u00faltima ter\u00e7a e tamb\u00e9m porque n\u00e3o consegue publicar coisa nenhuma no seu velho blogspot. Da\u00ed que o homem resolveu mandar esse texto sobre o disco novo do R\u00f4mulo aqui pro nosso b\u00aeog. (Na barra lateral direita do b\u00aeog tem uma apresenta\u00e7\u00e3o do Fred pra quem ainda n\u00e3o conhece a figura)<\/p>\n<div style=\"margin: 0px;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: 18pt; text-align: justify;\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center; margin: 0px;\"><a style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\" href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-R5g0jLEgzXw\/TfpNzlFxXgI\/AAAAAAAADyI\/FsuzDSYm0x4\/s1600\/capa_romulo_froes.jpg\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-R5g0jLEgzXw\/TfpNzlFxXgI\/AAAAAAAADyI\/FsuzDSYm0x4\/s400\/capa_romulo_froes.jpg\" width=\"395\" height=\"400\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"margin: 0px;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">Folha de S\u00e3o Paulo:\u00a0Caminhando para o fim da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel identificar um tra\u00e7o comum entre os artistas surgidos na m\u00fasica brasileira a partir dos anos 2000?<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\"><br \/>\nRomulo Froes:\u00a0\u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o de artistas-oper\u00e1rios, surgida em plena derrocada das grandes gravadoras e que, alijada da ind\u00fastria, se viu obrigada a dar conta de todo o processo de constru\u00e7\u00e3o de uma obra musical. Esse abandono, aliado ao avan\u00e7o e ao acesso facilitado \u00e0 tecnologia, constituiu uma gera\u00e7\u00e3o especialmente ligada ao processo de grava\u00e7\u00e3o. O &#8220;som&#8221; produzido por ela, talvez at\u00e9 mais que suas can\u00e7\u00f5es, \u00e9 o que a destaca em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais. E, uma d\u00e9cada mais tarde, milhares de discos produzidos depois, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar o grau de excel\u00eancia t\u00e9cnica a que se chegou. Pois agora, de posse de sua obra e de sua carreira, \u00e9 chegada a hora dessa gera\u00e7\u00e3o conquistar uma voz mais forte, que diga a que veio e que rompa a barreira do anonimato imposta \u00e0 ela.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">Em sua recente e excelente <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/928919-cantor-romulo-froes-fala-sobre-idiossincrasias-de-sua-geracao.shtml\">entrevista para a Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>, Romulo Fr\u00f3es exp\u00f4s alguns dos argumentos mais contundentes sobre a m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea. Instado pelo jornalista a dar conta de uma grande narrativa cr\u00edtica sobre sua gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos (a minha gera\u00e7\u00e3o, a gera\u00e7\u00e3o dos nascidos entre 1968 e 1980), Romulo n\u00e3o foge da raia, responde perguntas capciosas, enfrenta a necessidade fren\u00e9tica de recorte, de marca coletiva, de sentido em comum dentre as dezenas de bandas, vozes e m\u00fasicas que surgiram nos \u00fatlimos dez anos.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">Romulo, por\u00e9m, em um momento chave da entrevista, reivindica ao jornalista algo inusitado para os dias de hoje. Algo que se n\u00e3o fosse dito por ele, passaria em brancas nuvens na conversa e em todas as outras conversas. Algo que passa ao largo at\u00e9 mesmo dos textos acad\u00eamicos recentes, das brilhantes reflex\u00f5es em blogs ou mat\u00e9rias de revistas de cultura. Algo que, cada vez mais, fica em segundo plano quando discutimos m\u00fasica ou cultura em geral no Brasil. Romulo pede que os que escrevem sobre a \u201cnova m\u00fasica brasileira\u201d, ou\u00e7am e falem SOBRE A M\u00daSICA.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong><em><span lang=\"PT-BR\">Qual \u00e9 o maior equ\u00edvoco que a imprensa em geral comete em rela\u00e7\u00e3o aos artistas p\u00f3s-queda da ind\u00fastria?<\/span><\/em><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\"><br \/>\n<em>O principal equ\u00edvoco \u00e9 n\u00e3o falar de m\u00fasica. Entendo que o jornalismo esteja passando por uma crise muito semelhante \u00e0 nossa, com o iminente fim de formatos estabelecidos e com as novas formas de apreens\u00e3o ao nosso trabalho.\u00a0Mas penso que seria muito mais rico, para todo mundo, se tent\u00e1ssemos entender este momento em que vivemos, atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o autoral.\u00a0Minha gera\u00e7\u00e3o foi afastada do conceito de autoria. \u00c9 entendida como um todo, sem se singularizar &#8211;e este \u00e9 um erro n\u00e3o s\u00f3 do jornalismo, mas do ouvinte em geral. N\u00e3o somos parecidos, somos muito diversos. Mas insistem em nos ligar e isso se d\u00e1 menos por um pensamento cr\u00edtico, mas muito mais por uma an\u00e1lise, quase sociol\u00f3gica. Eu, por exemplo, sou muito mais reconhecido pelo que penso, pelo que falo em entrevistas, que por meus discos. N\u00e3o que n\u00e3o me interesse pela discuss\u00e3o &#8211;muito pelo contr\u00e1rio. Mas ficaria muito mais satisfeito se ela surgisse estimulada por minhas can\u00e7\u00f5es e n\u00e3o por minha fala. Acredite: tudo o que digo est\u00e1 incorporado \u00e0 minha can\u00e7\u00e3o e constru\u00eddo ao longo dos meus quatro discos. Mas, nesse tempo de agora, parece n\u00e3o mais haver espa\u00e7o para a frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.<\/em><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">Romulo aqui vai direto ao ponto: nossa gera\u00e7\u00e3o foi engolida pela rasura do papel do autor. Pela press\u00e3o em n\u00e3o sermos mais autores capazes, autores que atingem n\u00edveis de qualidade dos autores de outrora. Por isso n\u00e3o somos individualidades criativas, mas somos impelidos ao af\u00e3 modernista de formarmos de alguma forma \u201cum movimento\u201d, uma \u201ctend\u00eancia\u201d. E nesse esfor\u00e7o de unir as pontas soltas, criam-se perspectivas artificiais de converg\u00eancias. O fato de Curumim participar de um disco de Romulo ou do Arnaldo Antunes n\u00e3o quer dizer que eles fazem parte de um movimento, mas, como diria Rog\u00e9rio Duarte, eles s\u00e3o parte de um momento. Um momento que, como mostra Romulo em suas palavras e seu som, est\u00e1 inserido em um movimento amplo da cultura brasileira, que incorpora a precariedade profissional do mercado fonogr\u00e1fico com a expans\u00e3o acelerada dos recursos de registro, produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da mercadoria m\u00fasica. Romulo est\u00e1 na rede, liberou seu disco para Download e vender\u00e1 o disco f\u00edsico tamb\u00e9m. Veicula informa\u00e7\u00f5es para uma ampla comunidade de consumidores\/parceiros de seu trabalho.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><em><strong><span lang=\"PT-BR\">A gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o carece de potencial mercadol\u00f3gico? N\u00e3o estamos criando um pensamento de &#8220;como eu n\u00e3o preciso de dinheiro de gravadora pra fazer disco, posso fazer o que eu quiser; se posso fazer o que eu quiser, n\u00e3o preciso agradar a ningu\u00e9m&#8221;?<\/span><\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\"><br \/>\n<em>N\u00e3o \u00e9 verdade. Essa gera\u00e7\u00e3o, como qualquer outra, tem artistas que fazem can\u00e7\u00f5es pop, mais intelectuais, mais experimentais, populares, cafonas, ing\u00eanuas, desencanadas, engajadas: tudo igual a qualquer \u00e9poca. O perverso \u00e9 que estejam todos no mesmo patamar, sem que se distinga os graus de popularidade atrav\u00e9s de sua pr\u00f3pria m\u00fasica. Estamos todos no mesmo barco, atravessando os mesmos mares revoltos.<\/em><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><em><span lang=\"PT-BR\">O fato de estarmos todos no mesmo barco, de muitos m\u00fasicos no Rio, em S\u00e3o Paulo, em Belo Horizonte, em Cuiab\u00e1, Em Porto Alegre, em Bel\u00e9m do Par\u00e1 estarem trabalhando de forma colaborativa n\u00e3o quer dizer que sejam coletivos ou pessoas esteticamente vinculadas umas as outras. N\u00e3o se configura aqui necessariamente um compromisso est\u00e9tico coletivo como foi o Cinema Novo ou o Neoconcreto. S\u00e3o amigos, m\u00fasicos que se conhecem a partir dos seus trabalhos, festivais, shows, espa\u00e7os em comum de atua\u00e7\u00e3o (Como o Studio SP ou o circuito de SESCs em S\u00e3o Paulo ou o que o Solar de Botafogo come\u00e7ou a fazer recentemente no Rio de Janeiro). H\u00e1 uma necessidade, e eis a import\u00e2ncia do alerta de Romulo, em se falar mais dessa suposta converg\u00eancia geracional do que da capacidade criativa dos m\u00fasicos e compositores. N\u00e3o se discute os discos do ponto de vista musical. A discuss\u00e3o principal \u00e9 sempre guiada pelo ponto de vista \u201csocial\u201d ou sociol\u00f3gico, como preferir.<\/span><\/em><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><em><strong><span lang=\"PT-BR\">Sua gera\u00e7\u00e3o tem medo do sucesso, \u00e9 isso? Ela precisa se &#8220;desproteger&#8221;?<\/span><\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><em><strong><span lang=\"PT-BR\"><br \/>\n<\/span><\/strong><span lang=\"PT-BR\">A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ter medo do sucesso, a quest\u00e3o \u00e9 n\u00e3o querer demais o sucesso. Porque o sucesso como o conhecemos &#8211;da mitifica\u00e7\u00e3o, do artista que entende e traduz uma na\u00e7\u00e3o&#8211; talvez n\u00e3o se realize mais. O n\u00f3 dessa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela n\u00e3o precisa dialogar com o sucesso para produzir sua obra, talvez por isso mesmo nunca o alcance.<\/span><\/em><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">E o disco de Romulo?\u00a0Um Labirinto em cada p\u00e9\u00a0\u00e9 um disco fundamental. Para entender o que Romulo diz, devemos ouvir sua m\u00fasica. \u00c9 a\u00ed que reside sua grande reivindica\u00e7\u00e3o. Romulo, atrav\u00e9s das letras de Nuno Ramos e Clima, atrav\u00e9s do som de sua banda, incorporando o cavaco de Rodrigo Campos, transformando suas m\u00fasicas em um equil\u00edbrio das duas frentes exploradas no disco anterior,\u00a0No ch\u00e3o, sem ch\u00e3o, de 2009. O samba impera n\u00e3o como espa\u00e7o de rever\u00eancia, mas como trampolim para v\u00f4os amplos sobre a base cl\u00e1ssica de percuss\u00e3o e cavaco, como na redonda \u201cRap em latim\u201d, cantada por um malemolente Arnaldo Antunes e seu final elegante. A bateria tamb\u00e9m cumpre seu papel de trio de bossa jazz enquanto guitarras cruzam os c\u00e9us dos espa\u00e7os sonoros de cada arranjo. H\u00e1 can\u00e7\u00f5es secas, sem refr\u00e3o, h\u00e1 can\u00e7\u00f5es que abrem e brilham quando crescem em seus refr\u00f5es, sentimos um eco de afrobeats, um certo ar da cozinha dos Hermanos (a bateria de Barba, principalmente, que \u00e9 marcante na m\u00fasica pop brasileira da \u00faltima d\u00e9cada ao lado de bateria de Pupilo e Domenico) em \u201cBoneco de Piche\u201d, \u00a0m\u00fasica que casa com \u201cJardineira\u201d, outra que aponta para a aposta em uma filosofia sombria e, paradoxalmente, solar do samba.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">As letras de Nuno Ramos e Clima s\u00e3o cravadas de Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Campos de Carvalho, de absurdos que s\u00e3o enunciados na mosca <a href=\"http:\/\/www.umlabirintoemcadape.blogspot.com\/\">por Francisco Bosco em seu texto de apresenta\u00e7\u00e3o do disco no blog de lan\u00e7amento.<\/a> Letras que n\u00e3o falam com ningu\u00e9m, que narram personagens impessoais, errantes entre objetos e sensa\u00e7\u00f5es, cristos redivivos, entre marchas carnavalescas que falam de morte, de fuma\u00e7a, de pedra e sol, de cus de urubus, de sexos confusos, fomes, caminhadas, de muros, de mares, de madrugadas, sil\u00eancios, cassinos da Urca e arcos da lapa. Quem leu os livros de Nuno Ramos sente-se confort\u00e1vel (se \u00e9 que podemos usar essa palavra neste caso) com a opacidade e a aus\u00eancia de refer\u00eancias expl\u00edcitas ou hist\u00f3rias definidas nas letras do disco. Um mundo ca\u00f3tico, gorduroso e assim mesmo, leve, c\u00f4mico, que sabe rir de sua pr\u00f3pria trag\u00e9dia.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">Romulo faz rock em 2011, no Brasil. Ponto. Seu rock est\u00e1 defendido em sua guitarra e no seu baixo, em sua bateria e na sua voz. Mas tudo isso \u00e9 profundamente mergulhado na sua ideia de cultura brasileira, na sua percep\u00e7\u00e3o de que o samba n\u00e3o \u00e9 um g\u00eanero ou um arquivo, mas sim um espa\u00e7o criativo que todos n\u00f3s podemos entrar e reorganizar no \u00e2mbito da m\u00fasica pop. O samba que foi feito pelos Mutantes, por S\u00e9rgio Sampaio, pelos Novos Baianos, por Jards Macal\u00e9, Itamar Assump\u00e7\u00e3o, Luiz Melodia, Pelo + 2, por Caetano Veloso nos seus dois \u00faltimos discos, o samba de Jorge Ben em &#8220;As rosas eram todas amarelas&#8221;e &#8220;Charles Jr.&#8221;, o samba transtornado de Curumim, da Na\u00e7\u00e3o Zumbi, de Ronei Jorge, de Lucas Santanna, o samba que atravessa todo compositor brasileiro que se interessa pela informa\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">A m\u00fasica que pode definir isso \u00e9 \u201cCilada\u201d, uma esp\u00e9cie de maracatu, com sua bateria solta e sua marca\u00e7\u00e3o marcial, seu viol\u00e3o de cantador e sua guitarra clim\u00e1tica, desenhando distor\u00e7\u00f5es. Eis que quando nos encontramos tranq\u00fcilos, indo em um belo e longo passeio nost\u00e1lgico do cassino da Urca ao Cacique de Ramos, uma mulher surge, lambe a voz que canta,ela \u00a0lembra, ela diz ah sei l\u00e1, e aos poucos leva o ritmo da m\u00fasica em uma espiral crescente de distor\u00e7\u00e3o\/tens\u00e3o, somada a uma voz feminina que n\u00e3o alivia, mas sim precipita o fim fantasmag\u00f3rico da can\u00e7\u00e3o que inicia singela e termina sinistra.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">Um labirinto em cada p\u00e9\u00a0<\/span><span lang=\"PT-BR\">\u00e9 um disco que apresenta sem firulas o que o seu autor nos diz na entrevista: \u00e9 preciso ouvir a m\u00fasica que est\u00e1 sendo feita hoje, sem filtros geracionais, sem buscas de consensos ou liga\u00e7\u00f5es com as modas. Romulo Fr\u00f3es \u00e9 um dos principais m\u00fasicos brasileiros de hoje e um dos seus principais pensadores. Para al\u00e9m de cenas. Para al\u00e9m de mat\u00e9rias que precisem de pautas. Um m\u00fasico que se imp\u00f5e cada vez mais pelos seus discos e pela sua capacidade de traduzir em sua sonoridade os nossos tempos luminosos e tr\u00e1gicos.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\">O que \u00e9 preciso para que essa sensa\u00e7\u00e3o de &#8220;fase de transi\u00e7\u00e3o&#8221; termine? Que a ind\u00fastria, o que quer que ela venha a ser, encontre seu caminho? Ou \u00e9 uma quest\u00e3o existencial dos artistas?<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><span lang=\"PT-BR\"><br \/>\nTempo, \u00e9 preciso tempo, mas parece que n\u00e3o o teremos mais.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><em>Frederico Coelho, junho 2011<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"wp_fb_like_button\" style=\"margin:5px 0;float:none;height:100px;\"><script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/all.js#xfbml=1\"><\/script><fb:like href=\"https:\/\/www.archive.raulmourao.com\/blog\/?p=1056\" send=\"false\" layout=\"standard\" width=\"450\" show_faces=\"true\" font=\"arial\" action=\"like\" colorscheme=\"light\"><\/fb:like><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nosso correspondente local Frederico Coelho est\u00e1 revoltado porque perdeu o show da Sharon Jones na \u00faltima ter\u00e7a e tamb\u00e9m porque n\u00e3o consegue publicar coisa nenhuma no seu velho blogspot. 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